Está foragido: 2.º cabo das FAA acusado de agredir a esposa com cacos de garrafa no rosto - vítima foi suturado com 15 pontos
Um cidadão nacional, de nome Francisco Daniel Tchiculuma, de 37 anos de idade, militar das Forças Armadas Angolanas, ostentando a patente de 2.º Cabo, colocado na Região Militar de Luanda, morador no Cabolombo, município de Talatona, está a ser acusado de agredir e desferir golpes com cacos de garrafa na sua esposa, Conceição Ucamba, de 26 anos, nesta quinta-feira, 19, após um desentendimento entre ambos. Segundo a esposa, as agressões têm sido constantes; inclusive, o mesmo já esteve detido na Procuradoria Judicial Militar (PJM) pelo mesmo crime.
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, a vítima conta que vive maritalmente com o acusado há cinco anos e, fruto desta relação, nasceu um filho. Porém, durante a convivência, já foi agredida várias vezes.
Acrescentou que o facto aconteceu por volta da meia-noite do referido dia, quando a mesma ainda se encontrava a trabalhar num estabelecimento comercial (bar), onde o marido foi a sua busca.
"Devido aos maus-tratos, decidi abandonar a relação. Então conversámos, mas, como as crianças ainda estão a estudar, preferi aguardar que terminasse o ano lectivo, e este tem sido o motivo do ódio, porque ele não aceita o fim da relação. Como fiz uma cirurgia devido às agressões anteriores e as cicatrizes ficaram no rosto, tivemos uma conversa para que ele se responsabilizasse pelo pagamento da remoção das cicatrizes, mas ele recusou-se e nada fez", informou.
Salientou que, após ser levada do bar, já em casa, o acusado simulou procurar alguma coisa no seu baú; e a esposa perguntou o que ele procurava, tendo sido esse o motivo das agressões que culminaram em ferimentos que exigiram 15 pontos.
Conceição explicou que, da primeira vez que foi agredida, fez denúncia no Comando Municipal de Talatona, onde, fruto das diligências policiais, o mesmo foi detido e ficou sob custódia durante duas semanas.
Informou também que, da segunda vez que foi agredida, contraiu ferimentos graves e foi levada a uma clínica; o implicado foi detido e conduzido à Procuradoria Judicial Militar.
"Quando ele estava preso na PJ, o seu chefe ligou-me para que eu lhe perdoasse e retirasse a queixa, e assim fiz; mas, ainda assim, continuaram as agressões, que eu já não denunciava", frisou.
Ressaltou que, após as agressões, o mesmo pôs-se em fuga; contudo, com a ajuda dos moradores e dos agentes da polícia colocados no destacamento policial junto ao supermercado AngoMart, no Patriota, conseguiu fugir.
A vítima disse que, neste preciso momento, viu-se obrigada a abandonar a residência, por medo de que o indivíduo possa aparecer a qualquer hora e fazer o pior, clamando pela intervenção das autoridades competentes.







