"Hemain", "Nelson da Puma", "Gildo Rico" e "Boss porras" - População na rua da Administração do Hoji-ya-Henda pede protecção contra estes supostos bandidos
Moradores da rua da Administração, junto ao Colégio Arte do Saber, no município do Hoji-ya-Henda, denunciam onda de assaltos praticados na calada da noite, por quatro indivíduos conhecidos no bairro como “Hemain”, “Nelson da Puma”, “Gildo Rico Marque” e “Boss porras”. Os moradores pedem a intervenção das autoridades para pôr fim a esta situação que tende a piorar.
Por: Adão Paxi
De acordo com os denunciantes, os suspeitos actuam durante a madrugada, munidos de objectos contundentes como facas e catanas, invadindo residências e subtraindo diversos bens.
Luís Fula, morador da zona e uma das vítimas, explicou que viu a sua residência ser invadida na madrugada de sexta-feira, 20, por volta das 3 horas da madrugada.
“Eles entraram pelo teto da minha casa sem ninguém se aperceber. Quando demos conta, já tinham levado 20 mil kwanzas, um televisor plasma de 45 polegadas, duas botijas de gás, um telefone digital da marca Itel, pulseiras de prata, roupas, pares de ténis e pastas”, contou.
Segundo o morador, ao se aperceber do assalto, dirigiu-se à esquadra da Mãe Preta, onde formalizou uma participação registada sob o processo n.º 123/26.
"Os agentes do SIC afectos à referida esquadra afirmaram que os mesmos que estamos a denunciar são seus colaboradores", lamentou.
“Os seguranças que trabalham aqui perto conseguiram identificar os mesmos. Eles passam quase sempre às mesmas horas com coisas roubadas. Um deles, o tal Nelson da Puma, já é bem conhecido pela frequência com que aparece com bens suspeitos”, apontou.
Manuel António, de 52 anos de idade, morador do bairro, afirma que a população vive com medo constante e clamam pela intervenção das autoridades competentes.
“Estamos agastados com toda esta situação. Só no nosso bairro já são mais de 12 casas assaltadas. Nunca vimos uma situação assim. Hoje dormimos com um olho aberto e outro fechado. Esses jovens não respeitam ninguém, entram nas casas como se fossem os donos”, desabafaram.
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando de Carvalho, para efeitos de contraditório. O responsável assegurou que irá pronunciar-se tão logo esteja inteirado sobre a matéria.







