Para Tomás Cassinda situação está ultrapassada - Paciente culpa director do Hospital do Prenda pela infecção com HIV/SIDA
Um cidadão identificado por Arnaldo José, de 40 anos de idade, sofreu um acidente rodoviário, que culminou com o seu internamento no Hospital do Prenda, para a realização de uma cirurgia no abdômen, em 2024. No momento em que estava a ser medicado para posteriormente fazer a cirurgia, foi trocada a borboleta de um balão de soro que tinha sido administrado a um paciente com HIV/SIDA, por distração de uma enfermeira, tendo sido testado positivo três meses depois.
Por: Solange Figueira
De acordo com o delator, foi alvo de duas negligências médicas: a operação realizada no abdômen foi malfeita; dois anos depois da cirurgia, sente fortes dores na coluna, inchaço nas pernas, por esta razão vive a base de medicamentos para acalmar tais dores.
No dia 6 de Agosto de 2024, depois de três meses com a infecção, foi chamado na sala do Director do Hospital do Prenda, senhor Tomás Cassinda, que estava acompanhado pela sua equipe médica e 4 seguranças. O Director garantiu que o seu teste era negativo, queriam administrar um soro chamado Ciprofloxacina, que o paciente não aceitou. “Foi aí que começaram todas as perseguições de morte, com o objectivo de abafar o caso”, disse.
Segundo Arnaldo José, o director do hospital garantiu que todos os testes feitos por ele deram negativo. "Eu tinha noção de que o senhor que estava ao meu lado tinha HIV/SIDA, eles trocaram o sistema de soro, por esta razão, depois de três dias da minha operação, chamaram um táxi particular, me meteram inconsciente, sem avisar na minha família, mandaram o motorista me deixar na rua”, revelou, adiantando que teve de fazer três testes no Instituto de Luta contra a SIDA, e todos os resultados deram positivo.
Afirmou que o director do Hospital do Prenda assinou um termo de responsabilidade, onde garantiu que se os testes dessem positivos, eles se responsabilizariam, mas não foi isso que aconteceu. “Por negar ser submetido ao que eles queriam, começaram a mandar pessoas para me matar, eles queriam me mentir dizendo a todo momento que eu não tinha sido infectado, queriam abafar o caso para que o mundo não tomasse conhecimento do que aconteceu comigo”, destapou.
Disse que, neste momento, está a viver na rua, perdeu emprego, a esposa e os 05 filhos foram para a família dela e está dinheiro para pagar a renda. “Escrevi várias vezes para a Ministra da Saúde, e para o Ministro do Interior, Manuel Homem, mas nenhum deles respondeu”, contou, numa altura em que, segundo disse, continua a ser perseguido por indivíduos estranhos e armados.
“Por viver na rua sem família, o emprego e a saúde, nada mais resta senão a vontade de apenas viver, quero que o hospital se responsabilize, peço ajuda às autoridades", intercedeu.
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com o Director do Hospital do Prenda, Tomás Cassinda, o mesmo nega as acusações. "Este problema a PGR já resolveu, já não é problema do hospital, não é mais da nossa instância, está tudo ultrapassado. A PGR encerrou o processo, nesta altura está no SIC Cacuaco. O teste que ele podia fazer ele não aceitou. Se o senhor aparecer na minha frente eu já não o conheço, porque razão vou lhe perseguir de morte?”, questionou, garantindo à nossa reportagem que, brevemente, vão tornar público um comunicado de imprensa, para esclarecer a situação que diz estar ultrapassada.







