Na Samba: Funcionários da creche "Auto-avaliação" acusados de maus-tratos e agressão contra bebé de 1 ano e 7 meses
Funcionários da creche Auto-Avaliação, localizada nas imediações do bairro Sun Set, no município da Samba, em Luanda, estão a ser acusados de alegados maus-tratos e agressões físicas contra um bebé de um ano e sete meses. Os pais da criança exigem esclarecimentos por parte da direção da instituição e a responsabilização criminal dos envolvidos.
Por Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, Jéssica Lisboa, mãe do menor, contou que na segunda-feira, dia 2, por volta das 8h40 minutos, deixou o filho na referida creche, como fazia habitualmente.
No entanto, ao regressar para buscá-lo às 19horas, notou que o bebé apresentava hematomas no rosto. Segundo a mãe, ao perceber a situação decidiu regressar à instituição para pedir explicações à direção.
“Voltei à creche para saber o que realmente tinha acontecido com o meu bebé, mas a diretora disse que não tinha conhecimento e pediu que eu regressasse no dia seguinte”, afirmou.
Ainda no local, a diretora contactou a responsável pelo infantário, Márcia Clarice, na tentativa de obter mais informações, mas, de acordo com a mãe, esta também afirmou desconhecer o ocorrido. No trajeto de regresso a casa, o bebé adormeceu no colo da mãe, algo que, segundo ela, não era habitual e que começou a gerar preocupação. Já em casa, ao colocá-lo na cama, a criança acordou a chorar intensamente.
“Notei que os pés dele estavam muito brancos, mas não dei muita atenção naquele momento. Quando tentei consolá-lo, ele inspirou profundamente e percebemos que saiu um pedaço de espuma de colchão do nariz”, relatou.
A mãe explicou ainda que, após o episódio, informou o marido, que examinou o nariz da criança e percebeu que havia mais fragmentos no interior.
A família decidiu então levar o bebé a uma unidade sanitária próxima, onde os profissionais de saúde retiraram pedaços de espuma de colchão que estavam no nariz da criança. De acordo com Jéssica Lisboa, no dia seguinte, terça-feira, 03, o casal voltou à creche para informar a direção sobre o ocorrido e solicitar esclarecimentos.
Por volta das 18 horas, a instituição teria entregue apenas uma pen drive com um vídeo alegadamente relacionado com o episódio, sem assumir qualquer responsabilidade pelos gastos médicos da família.
A mãe acrescentou que, ao assistir às imagens, o pai da criança ficou revoltado ao ver o filho a ser supostamente maltratado e tentou agredir uma funcionária identificada como Irene, que seria responsável pela criança no momento dos factos.
No entanto, a agressão foi evitada por pessoas presentes no local. Posteriormente, na quarta-feira, 04, o casal dirigiu-se à esquadra da Camuxiba para formalizar a denúncia.
As funcionárias envolvidas chegaram a ser detidas, mas foram posteriormente colocadas em liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).
A progenitora afirmou ainda que o filho frequentou a creche durante cerca de dois meses e que, nesse período, chorava frequentemente quando era deixado na instituição, comportamento que na altura os pais não conseguiam explicar.
Contactado pelo Na Mira do Crime, um membro da direção da creche, que preferiu não se identificar, afirmou que o caso já está sob análise das autoridades e negou as acusações. “A informação é infundada e está a ser divulgada por pessoas de má-fé.
A instituição possui câmaras de vigilância e, no vídeo entregue, não há qualquer registo de maus-tratos ou agressões. Por essa razão, os nossos funcionários foram inocentados”, declarou. O caso continua a gerar controvérsia e aguarda-se o esclarecimento definitivo por parte das autoridades competentes.







