Nas terras de José de Oliveira dos Santos Bastos: Moradores do Hoji-Ya-Henda denunciam falta de saneamento básico e água potável - lixo é o cartão de visita da zona
Os moradores do bairro Kawelele e Nguanhã, município do Hoji-ya-Henda, denunciam a falta de saneamento básico e o mau estado das vias de comunicação, factos que têm criado situações de doenças e dificuldades na circulação de pessoas e viaturas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
No bairro do Kawelele, os munícipes disseram ao Na Mira do Crime que a falta de saneamento básico tem criado situações desagradáveis, sobretudo na circulação das viaturas por causa do lixo nas ruas que chegam a interditar o acesso a algumas zonas.
Tia Ana, moradora da rua da Cafilda, avançou que essa rua foi escolhida como via alternativa da circulação de viaturas depois da zona da Kianda ter sido interditada por conta das obras de requalificação.
"Esta rua é muito suja, desde a paragem de táxi, defronte ao Kicolo Shopping até a zero oito.
Há muito lixo em quase todas as ruas do Kawelele, até à rua que dá acesso ao Centro de Saúde da Cruz Vermelha.
Está interdita por causa do lixo e água parada. Os taxistas reclamam muito das vias que estão péssimas, e que quando chove quase que as viaturas não circulam", lamentou. O senhor Orlando, morador da zona da Cruz Vermelha, disse que situações de doenças de fórum intestinal são frequentes devido as moscas e mosquitos, fruto do lixo e águas paradas.
"Aqui a questão do paludismo e febre tifóide é muito frequente, porque o lixo e as lagoas produzem moscas e mosquitos.
Na Cafilda, se formos para lá, vamos encontrar uma vala usada como esgoto, com água suja e fedorenta que passa ao lado das casas, inclusive de uma padaria" reclamou. A mesma situação é vivida pelos moradores do bairro Nguanhã, onde a falta de saneamento básico faz parte do dia-a-dia dos moradores.
Alice Pedro, moradora do referido bairro avançou ter dificuldades de chegar à casa com a viatura, pois a rua que dá acesso à sua casa encontra-se intransitável devido ao lixo e águas paradas.
"Não consigo entrar com o carro porque a rua do Nguanhã, defronte a Cadeia Central de Luanda, está completamente cheia de lixo e água suja, apenas os moto-taxistas conseguem passar", contou, acrescentando que a falta de água é um outro problema que os munícipes enfrentam.
"Aqui a água é muito difícil, consumimos água dos tanques e os preços são muito altos, em quase toda zona do Nguanhã e dos Ossos não tem água canalizada", disse a senhora. O município do Hoji-ya-Henda é actualmente um município da província de Luanda.
Anteriormente classificado como distrito urbano do município do Cazenga, foi elevado à categoria de município no âmbito da nova Divisão Político-Administrativa do país.
O seu responsável máximo é o senhor José de Oliveira dos Santos Bastos, e foi nomeado como o primeiro administrador desta nova unidade municipal.
Nos últimos dias, várias vozes têm se levantado contra a administração de Bastos, tendo, inclusive, alguns activista recolhidos assinaturas para pedir a sua exoneração.
Localiza-se na zona urbana de Luanda, confinando historicamente com os municípios do Cazenga, Cacuaco e o distrito do Rangel.







