Município do Calumbo: Mais de 25 lojas e uma igreja demolidas (de madrugada) pela Administração Municipal - Lesados exigem esclarecimento e indemnização pelos prejuízos causados
Mais de 25 estabelecimentos comerciais, incluindo uma igreja, foram demolidos nesta terça-feira, 10 de Março, sem qualquer aviso prévio pela Administração Municipal do Calumbo, o que provocou grande revolta entre os lesados e moradores, que exigem esclarecimentos imediatos e a indemnização pelos prejuízos causados.
Por: Adão Paxi
De acordo com Esperança da Graça Bartomeu, Josefa Bartolomeu e Amadeu António, todos moradores daquela zona há mais de uma década, em nome do colectivo, afirmam que a acção foi uma completa surpresa, quando um grupo da fiscalização da referida Administração, às 2 horas da madrugada, iniciou a demolição das lojas, sem qualquer aviso prévio aos proprietários.
“Todos estamos profundamente abalados com o que está a acontecer. Naquele dia, foram demolidas mais de nove das minhas lojas.
Quando recebemos a ligação de um vizinho alertando sobre a situação, a minha irmã desmaiou e passou mal, quase perdeu a vida devido ao choque.
No total, investimos mais de 26 milhões de kwanzas neste espaço, que agora foi completamente destruído”, lamentou.
Segundo os moradores, o único aviso que tiveram foi relacionado ao desalojamento de vendedores informais nas vias principais. “Essas construções não trazem prejuízo a ninguém, porque, na altura em que nos foi cedido este espaço, o local era uma lixeira. Estas lojas não surgiram de um dia para o outro, passaram vários administradores pelo distrito urbano do Calumbo, ainda quando era comuna do município de Viana, e sempre tivemos autorização para continuar com as construções, porque possuímos todos os documentos legais.
Pedimos ao Senhor Governador da Província do Icolo e Bengo que resolva esta situação. Nós também somos cidadãos e merecemos o mesmo respeito que qualquer outro", desabafaram.
As lojas encontram-se localizadas na Rua 5, depois da fábrica de blocos, próximo ao Arreiou, na última paragem do Zango 3 A, uma zona conhecida pela intensa movimentação de moradores e pela presença de pequenos estabelecimentos comerciais que servem a comunidade local.
No entanto, o episódio que atualmente se vive no local é marcado por um clima de tristeza, indignação e revolta por parte dos moradores e dos proprietários dos referidos estabelecimentos, que afirmam ter sido surpreendidos com a demolição das estruturas onde exerciam as suas atividades comerciais.
O Na Mira do Crime deslocou-se até à Administração Municipal do Calumbo para obter o contraditório sobre o caso. Em resposta, os responsáveis prometeram pronunciar-se a qualquer momento sobre a situação.







