Grito de socorro: Família do jornalista da TPA acusado de terrorismo clama por ajuda financeira
A Família do Jornalista Amor Carlos Tomé, colaborador da TPA, que foi detido no dia 7 de Agosto de 2024 pelo Serviço de Investigação Criminal, acusado de terrorismo e unir-se aos russos e financiar a vandalização que ocorreu no ano passado durante a greve dos taxistas, está a atravessar dificuldades de vária ordem e pede, por isso, ajuda financeira para sobreviver.
Por: Solange Figueira
Segundo a esposa, os filhos do jornalista não têm como sobreviver sem dinheiro: falta alimentação, dinheiro para o pagamento de propinas e a dívida de três meses de renda da residência em que vivem.
Corre o risco de viver na rua a qualquer momento, se a dívida da renda não for paga.
De acordo com os familiares, não têm recebido ajuda de ninguém, nem mesmo do órgão em que o jornalista colaborava. Por essa razão, decidiram fazer um apelo à sociedade, para que os filhos do mesmo tenham uma casa para viver e possam voltar a estudar.
Berta Casimiro Paulo, esposa, clamando por ajuda, diz estar de mãos atadas, por ganhar apenas 40 mil kwanzas mensais, insuficientes para suprir as despesas básicas.
"Não estou a pedir ajuda para o meu marido, estou a implorar ajuda para os meus filhos. Temo que a qualquer momento nos tirem de casa, por não pagar a renda. Tudo o que sei, do fundo do meu coração, é que o meu marido é um homem de bem, um pai dedicado, um profissional íntegro e comprometido com a verdade. As acusações que hoje recaem sobre ele não refletem quem ele é e não fazem sentido para a nossa família", considerou, aludindo que desde a sua ausência, a vida familiar desmoronou, seus filhos choram de fome, as propinas da escola estão atrasadas, e ela, como mãe, não sabe como explicar às crianças esta dura realidade.
"Sinto que a dor da minha família foi esquecida, como se ninguém se importasse com o sofrimento de uma esposa e de crianças inocentes", sublinhou, apelando à sociedade civil, à comunidade jornalística nacional e internacional, às mães, às igrejas e a todas as pessoas de coração sensível, no sentido de a ajudarem.
Para ela, qualquer gesto solidário pode salvar a sua família neste momento de desespero, tendo deixado os seguintes
contactos para eventual apoio: 924 134 383, 937 085 251. IBAN: 0044 0000 1157 6385 1018 5; em nome de Berta Casimiro Paulo.







