Ingombota - "Mixeiros" atrapalham emissão do Bilhete de Identidade no bairro da Coreia
Utentes que se deslocam até à identificação do bairro Coreia, município da Ingombota, queixam-se das cobranças ilegais por parte dos "mixeiros" e seguranças daquela instituição, criando revolta pelos transtornos causados.
Por: Cambira Vieira
Um dos denunciantes frisou que, na manhã do dia 19, depois de aguardar por muito tempo, numa fila enorme, por volta das 13 horas e 30 minutos, foi interpelado por um dos "mixeiros" e dos seguranças que cobravam entre 7 a 9 mil kwanzas para não aguardar mais na fila.
Passados alguns minutos, mandaram todos os que estavam na fila irem para casa, criando revolta.
"Assim, depois dizem que o país está a mudar, que os jovens são relaxados quando até para tratar o B.I. temos tantos impedimentos e muita burocracia sem lógica", resmungou.
Na manhã desta sexta-feira, 20, a equipa deste jornal deslocou-se até à referida instituição, onde foi possível constatar in loco os factos.
Ao chegarmos no local, fomos abordado por um intermediário identificado por Helton, que cobrava 7 mil kwanzas para tratar o Bilhete de Identidade, dizendo que "com 7 mil kwanzas, tu tens o BI, te levamos aí dentro, tu assinas, só assim é que tu pagas".
Já no interior do posto de identificação, conhecemos o senhor Adão que frisou que no passado dia 18, teve que sair de casa às 4 horas da manhã para ocupar um lugar na fila.
"Eu tinha que sair de casa às 4 horas da manhã, para ocupar um lugar na fila, onde já estavam perfilados mais de 70 pessoas na fila", indicou. Adão revelou que os "mixeiros" chegam de madrugada a identificação, ocupam os lugares para a posterior os venderem a mil kwanzas às pessoas que chegam a partir das 8 horas.
Outro denunciante que falou de forma anónima frisou que, na passada quarta-feira, por volta das 9 horas da manhã, se dirigiu até ao posto de identificação civil e criminal da vila de Viana, a fim de tratar o registro criminal para efeito de trabalho.
Assim que chegou à identificação, procurou saber ao segurança se estava a se tratar o registro criminal, e foi informado que estava sem sistema para o efeito, mas passados 5 minutos, o mesmo segurança informou que se pagasse 12 mil Kwanzas, teria direito ao registro criminal. "Fiquei admirado, porque se não tinha sistema na instituição, como é que o segurança vai conseguir imprimir o documento solicitado, mediante o pagamento de 12 mil kwanzas?, questionou.
No local, mantivemos contacto com um dos guardas, que informou-nos que quando se paga esse valor monetário, eles falam com um funcionário percursor do negócio chama o cliente, como se de um colega se tratasse e, no dia seguinte, o Bilhete de Identidade é dado sem necessidade de ficar na fila.
A equipa deste jornal procurou ouvir o responsável da identificação, mas sem sucesso.







