Ex- funcionário do SINSE- Idoso de 76 anos aguarda há dois anos por cirurgia e pede ajuda urgente em Luanda
Um cidadão de 76 anos, identificado por Manuel Miguel, antigo funcionário do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), está há cerca de dois anos sem conseguir andar e aguarda por uma cirurgia à anca. No entanto, não tem resposta concreta das unidades hospitalares por onde já passou, em Luanda.
Por: Débora Manuel
Segundo o próprio, o problema de saúde começou após uma queda dentro de casa, que agravou o estado da anca e o deixou sem mobilidade. Desde então, depende totalmente da família para se locomover e realizar tarefas básicas.
“Não ando, não consigo ficar de pé. Só quero ajuda para operar e uma cadeira de rodas para me movimentar”, afirmou.
O idoso diz já ter passado por várias unidades hospitalares, dentre elas o Hospital Geral, Hospital Maria Pia, Hospital do Prenda, Clínica Central 29 de Novembro (ex-Segurança do Estado) e Hospital Militar, mas sem sucesso.
De acordo com relatos do paciente, apesar de existir indicação para cirurgia, o processo tem sido marcado por adiamentos sucessivos. No Hospital Militar, a intervenção foi agendada para o dia 10 de Junho, data que o paciente considera distante devido ao agravamento do seu estado de saúde.
“Estou a sentir muitas dores. Essa data fica muito longe para mim”, lamentou, desesperar, apelando para que a cirurgia seja antecipada.
A esposa, Cristina Soares Ribeiro, que acompanha o caso, relata o desgaste físico e emocional da família diante da situação. “Estamos cansados de tantas voltas. Já passámos por vários hospitais e até agora nada. Parece que estão a brincar connosco”, presumiu.
Segundo explica, o marido necessita de cuidados constantes e já não consegue realizar actividades básicas sozinho. “Ele não se levanta, para ir à casa de banho temos que pegá-lo. Eu deixei de trabalhar há três anos para cuidar dele”, contou.
A esposa afirma ainda que, mesmo sendo antigo funcionário do SINSE, o paciente não tem recebido apoio suficiente. “Até na clínica onde se tratava, disseram que não têm condições para esse tipo de cirurgia", disse.
Além da cirurgia, a família pede apoio para aquisição de uma cadeira de três rodas, tendo em conta as dificuldades financeiras que enfrentam. “Só estamos a pedir saúde. Já não sabemos o que fazer”, apelou.
Sem respostas concretas até ao momento, a família pede intervenção urgente das autoridades e apoio da sociedade para garantir o tratamento do paciente.







