Jovem engraxador de 33 anos natural do Huambo morre atropelado em Luanda: amigos pedem a localização da família do malogrado e apoio da Administração de Calumbo
Um grupo de jovens que exerce várias actividades na paragem de táxi do Zango 0, no município de Calumbo, nas imediações da Angomart, clama por ajuda das autoridades competentes e de pessoas singulares, no sentido de localizar os familiares de um dos seus colegas, que em vida respondia pelo nome de Agostinho Jamba, vulgarmente tratado por “Cambocha”, de 33 anos de idade, que morreu na madrugada de quinta-feira (02), após ser atropelado, nas imediações do Kikuxi.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O facto ocorreu por volta das 02horas da madrugada, quando o jovem pretendia atravessar a via nas proximidades do posto policial da zona do Kikuxi.
Em declarações ao Na Mira do Crime, os amigos afirmaram que a família do malogrado ainda não foi identificada, sendo que o corpo encontra-se na Morgue Central de Luanda.
Zenildo David, que opera uma máquina de jogos na paragem do Zango 0, avançou que os amigos, em acto solidário, estão a fazer contribuições, com as quais conseguiram pagar uma gaveta com melhores condições de conservação do corpo.
“Estamos a fazer uma contribuição entre os lotadores, amigos e as zungueiras da paragem do desvio do Zango, porque o Cambocha engraxava sapatos na placa da Angomart há muito tempo, infelizmente ninguém conhece a família dele, o malogrado dizia ser proveniente da província do Huambo e que chegou a Luanda quando tinha 10 anos de idade, apenas sabemos que sempre viveu nas ruas”, contou.
Os amigos acrescentaram estar preocupados com a não localização da família, para que se possa garantir um enterro digno ao colega.
“Queremos fazer algo por ele, por ter sido uma boa pessoa, nunca teve problemas com ninguém, então não podemos permitir que o corpo seja abandonado na morgue, o grande problema é encontrar os familiares e, caso não sejam localizados, realizaremos o funeral, por isso é que existem os verdadeiros amigos”, sublinharam.
“Apelamos à Administração do Calumbo para ajudar a resolver o problema junto das autoridades competentes, estamos determinados a fazer de tudo para que o nosso amigo seja enterrado de forma digna mas para tal, precisamos de ajuda”, pediu o jovem conhecido por Urgente, amigo da vítima.
A senhora Dilma, que exerce a actividade de venda ambulante, falou à nossa reportagem sobre os momentos de convívio que manteve com a vítima nos seus últimos dias de vida.
“Na quarta-feira, ele ainda colou as minhas chinelas, ele é um dos mais antigos nesta placa, já faz cinco anos que vendo neste local e já o encontrei a engraxar sapatos e, de vez em quando, também lotava viaturas, por isso estamos a fazer uma contribuição para realizar o funeral, já que se desconhece o paradeiro da família”, disse.







