Efectivo do SINSE (aposentado) começa a receber apoio após reportagem do na mira do crime: família agradece mas diz que falta o básico para o patriarca viver com o mínimo de dignidade
O cidadão Manuel Miguel, de 67 anos de idade, funcionário do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), aposentado, residente no bairro Golf 2 (Rastas – Cantina Branca), município do Kilamba Kiaxi, começou finalmente a receber assistência médica após a exposição pública feita pelo jornal Na Mira do Crime.
Por Débora Manuel
Recorde-se que o idoso encontrava-se há cerca de dois anos sem conseguir andar, devido a problemas graves na anca, aguardando por uma cirurgia, enquanto vivia em condições consideradas precárias pela família.
Segundo informações avançadas pelo filho, Fernando Miguel, após a repercussão do caso, a área de ação social do SINSE mobilizou-se e passou a acompanhar a situação.
“Graças a Deus já estão a cuidar do nosso pai. Mandaram ambulância para buscá-lo em casa, foi atendido na clínica, fez consultas e já começou a receber tratamento”, agradeceu.
De acordo com o familiar, no primeiro dia, Manuel Miguel foi levado por uma ambulância até uma unidade clínica, onde foi avaliado, recebeu atendimento médico e medicação, regressando posteriormente para casa.
“No dia seguinte voltaram a buscá-lo para fazer análises completas noutra unidade hospitalar. Agora estamos à espera dos resultados”, acrescentou.
Apesar dos avanços, a família afirma que ainda há necessidades urgentes por resolver, sobretudo no que diz respeito à mobilidade e às condições básicas no domicílio.
“Ele continua a se arrastar dentro de casa. Não temos condições. O que mais precisamos agora é de uma cadeira de rodas de três apoios, para que ele consiga se movimentar com dignidade”, apelou o filho.
Fernando Miguel destacou ainda que, até ao momento, não houve qualquer posicionamento por parte das entidades envolvidas relativamente à disponibilização de meios auxiliares, como cadeira de rodas ou apoio alimentar.
“O atendimento está a ser feito, mas não falaram nada sobre apoio social. E ele precisa disso para viver com dignidade”, reforçou.
A família considera que, apesar da resposta inicial, é necessário um acompanhamento mais abrangente, tendo em conta a idade e o estado de saúde do paciente.
“Não adianta só tratar e depois voltar para casa e continuar no chão. Ele precisa de condições”, concluiu.







