Na Maternidade Augusto Ngangula: Ausência de recém-nascido na incubadora alarma familiares da menor - criança foi encontrada horas depois na morgue do Hospital
Os familiares de uma cidadã que atende pelo nome Maria Policárpio, residente no bairro da Vidrul ( Bate chapa), município de Cacuaco, pedem a intervenção dos órgãos de direito para que se explique às razões que levaram à morte de duas recém nascidas, no Hospital Materno Infantil Augusto Ngangula, cujo o corpo de uma das recém-nascidas, terá "desaparecido" da incubadora e posteriormente encontrado na morgue do referido hospital sem o conhecimento dos familiares.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Em exclusivo ao Na Mira do Crime, os familiares atestam que a mãe das bebés estava gestada de gêmeos e, no último domingo, 05, teve alguma "anomalia" relacionada a gestação e foi levada ao hospital municipal de Cacuaco.
O marido, José Garcia Mário, disse a reportagem do Na Mira do Crime que a esposa foi transferida de imediato para o hospital Augusto Ngangula para cuidados especializados, sendo que, na noite do referido dia, foi submetida a uma intervenção cirúrgica (cesariana) de uma gestação de sete meses.
"No dia 6, segunda-feira, eu ainda consegui ver os meus bebés na incubadora, estavam acompanhados de uma outra criança, na terça-feira, por volta das 10 horas, também estive no hospital e voltei a vê-los, pareciam saudáveis.
Mais tarde, na hora de visita, a minha esposa liga a partir do interior do hospital a dizer que uma das crianças tinha desaparecido, a minha mãe e outros membros da minha família pediram explicações sobre o paradeiro da bebé, mas as enfermeiras não sabiam o que dizer", contou.
"O que me parece estranho", acrescentou o progenitor, " é que só depois da minha mãe e outros parentes exigirem explicações dos profissionais de saúde, é que os enfermeiros começaram a procurar a nossa filha, e descobriram que o corpo da minha filha estava depositado na morgue.
É uma autêntica negligência médica, ou então alguém tentou levar a criança e por não conseguir armou aquele esquema e depositou ali o corpo", desconfiou. Acrescentou que, a situação tornou-se ainda mais constrangedora na manhã desta quarta-feira, 08, após ter recebido uma ligação telefónica a partir da direcção do Hospital, a informar que a outra bebé também tinha ido ao óbito.
"Reunimos com a direcção do hospital e pediram desculpas pelos transtornos causados e admitiram a falha do corpo clínico em não comunicar-nos o mais cedo possível sobre a morte da bebé, mas não posso aceitar quando dizem que a primeira bebe faleceu na madrugada de terça-feira, não acredito, porque de manhã, por volta das 10 horas, eu ainda vi as bebés na incubadora, então não podem inventar desculpas", repudiou.
Mateus, irmão do pai das gémeas, disse não estar de acordo com a explicação do corpo clínico e exige maior clareza.
"Segundo eles, às crianças faleceram por insuficiência respiratória, mas é muito estranho, porque teriam comunicado a família com antecedência, tal como fizeram hoje com o falecimento da outra bebé, e, não só, eles têm os contactos dos parentes que estão no hospital, mas não disseram nada, eu ainda acho que se deve investigar às circunstâncias do falecimento das bebés", exigiu.
A família acha pertinente que o corpo clínico em serviço na altura dos factos sejam chamados à razão e responsabilizados judicialmente.
"São vidas humanas perdidas e os enfermeiros não podem apenas aparecer com meras desculpas, portanto, a ministra da saúde, Sílvia Lutucuta deve colocar mão neste problema para que não volte a acontecer com outras pessoas.
Por favor, ajudem-nos neste caso e que a justiça seja feita", apelou. A nossa reportagem esteve na manhã desta quarta-feira, 8, precisamente às 8 horas e trinta minutos na referida unidade hospitalar, e manteve contacto com a família até ao momento em que a equipa médica entrou na sala de reuniões para o encontro com a família.
A presença do profissional de comunicação do Na Mira do Crime criou um estado de nervosismo entre os profissionais de saúde presentes na sala, e exigiram que se retirasse do local. "Por favor, o senhor tem que se colocar fora, não sabemos como foi que ficou a saber da situação e por não ser família, retira-se, não precisamos da comunicação social" obrigaram.







