Familiares acusam Hospital “Lucrécia Paim” de negligenciar paciente após ser diagnosticada com condiloma acuminado na vulva e vagina
Os familiares da cidadã identificada apenas por Rute, de 40 anos de idade, residente no município do Rangel, acusam a direcção do Hospital Materno Lucrécia Paim de negligenciar a paciente, após ter sido diagnosticada com condiloma acuminado na vulva e vagina, no mês de Agosto do ano de 2025.
Por: Cambuta Vieira
Segundo avançou a lesada, em Julho do ano passado notou a presença de cravos no órgão genital e, no mês de Agosto, deslocou-se ao Hospital Materno Lucrécia Paim, onde terá sido consultada por um ginecologista, que a transferiu para a sala de colposcopia, onde foi diagnosticada com condiloma acuminado na vulva e vagina.
Depois de receber os resultados médicos, passou a seguir as orientações médicas.
Acrescentou que, depois de várias consultas, a direcção clínica marcou a operação para o dia 06 de Janeiro do ano em curso, mas, até à presente data, o hospital não realizou a operação à paciente. “No mês de Outubro fui ao hospital e orientaram-me a fazer análises de citologia, ecografia e raio-X; esperei os resultados durante um mês”, disse, totalmente constrangida.
De acordo com a entrevistada, no mês de Dezembro de 2025, deslocou-se ao hospital e apresentou os resultados aos médicos, tendo sido, no mesmo dia, marcado o internamento e a cirurgia para o dia 06 de Janeiro do ano em curso.
Informou que, no dia acima mencionado, a paciente deslocou-se novamente ao hospital, foi observada e orientada a fazer outra análise, sob os cuidados de uma enfermeira.
“Desde aquele momento até ao dia 01 de Abril do corrente ano, o hospital só me dava voltas”, frisou.
Segundo um dos familiares da lesada, no dia 01 de Abril, a paciente deslocou-se ao referido hospital, foi orientada a passar a noite para os procedimentos cirúrgicos e, no dia seguinte, orientaram-na a regressar a casa, porque o bloco estava cheio, devido às cirurgias que supostamente efectuavam às parturientes.
No entanto, na quinta-feira, dia 08 do mês em curso, face às dores intensas, a paciente terá sido acompanhada por amigas ao hospital, onde permaneceu das 08 às 15 horas, quando apareceu uma médica que apenas passou a receita e lhe mandou voltar para casa.
Sabe o Na Mira do Crime que, no mesmo dia, fruto da solicitação do contraditório feito por este jornal, a direcção do hospital decidiu interná-la, alegadamente para os procedimentos cirúrgicos.
“Ela sente muitas dores, não consegue andar, o seu órgão genital tem cheirado muito mal. Só está internada por causa de vocês, mas ainda assim fomos ameaçadas para não falar à toa aos jornalistas, sob pena de voltarem a abandoná-la”, explicou um dos familiares.
Contactada por este jornal, a direcção do hospital informou que o processo da paciente está sob controlo.
“A informação posta a circular de que o hospital está a negligenciar a paciente não condiz com a verdade; neste momento, ela está no hospital para os devidos tratamentos”, defendeu um dos membros da direcção.







