Família acusa efectivos do DIIP-Sambizanga de"engavetar" processo de agressão física depois de serem "brutalmente espancados" por um grupo de pessoas bem identificadas
Às cidadãs Dionísia Buco Cuango, de 40 anos de idade e Maria Albano Buco, de 62 anos, residentes no bairro São Paulo, município do Sambizanga, dizem-se agastadas com a morosidade do processo número 67624/25, aberto no Comando Municipal do Sambizanga, no mês de Setembro de 2025.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com Dionísia Buco Cuango, em entrevista exclusiva ao Na Mira do Crime, no dia 01 de Março de 2025, terá efectuado um contrato de arrendamento com o senhor Mariano Alberto João Chipembe para a comercialização de carne.
Passados dois meses, o arrendatário decidiu alegadamente transformar o local em casa de venda de bebidas alcoólicas, devido ao fluxo de jovens e aos preços baixos praticados no local.
Com esta atitude, diz a denunciante, passou-se a verificar muita prostituição no local, assaltos, jovens a fumar liamba e música muito alta, situação que não agradou à proprietária do espaço.
Disse que o cidadão Mariano terá dado poderes ao seu funcionário, identificado por Tavares, para gerir o espaço, uma vez que se encontrava ausente do país.
Sublinhou que, o referido funcionário, por sua vez, começou a proceder de forma indecorosa para com o senhorio.
“No mês de Setembro, desentendi-me com o senhor Tavares, na via pública, e ele foi à busca da sua família e dirigiram-se até à minha casa, onde agrediram a minha família, resultando em ferimentos graves”, denunciou.
“Eles vieram preparados para lutar, o meu filho, de 18 anos, teve o braço fraturado por um senhor de 30 anos, a minha mãe foi agredida no rosto, tendo afectado um olho, eu fui agredida com socos, o que resultou num pequeno ferimento, tendo sido suturada na testa, a minha filha, devido à agressão, desmaiou”, recordou.
No mesmo dia, explicou a fonte, os lesados e os agressores deslocaram-se até à esquadra local, onde, segundo a vítima, foram destratados alegadamente pelo comandante da Nona Esquadra, por este ser amigo do senhor Tavares.
“Desde aquele momento até à presente data, o processo encontra-se estagnado no Departamento de Investigação de Ilícitos Penais do Comando Municipal do Sambizanga, o que aconteceu na esquadra é triste, não encontramos justiça no nosso país por causa de ligações e amizades”, lamentou.
Revelou que um suposto “homem do DIIP”, “o chefe Vanildo”, os recebeu numa sala, onde foi supostamente intimidada.
“Mesmo depois de levar o vídeo completo, ficámos desde às 15 horas até às 21 horas retidos, sob ameaças”, disse.
“Fui ao Comando Provincial de Luanda e fui recebida pelo Doutor. Tavares, que, depois de ver a família ferida, orientou que fôssemos até à Nona Esquadra, onde fomos recebidos pelo chefe Ladislau, alegando que o elemento que fez isso tinha de estar detido. Orientaram-me a ir até à criminalística fazer exames, onde fomos bem recebidos”, destacou.
Enquanto decorria o processo, disse a queixosa, o gerente Tavares entrava na sua casa a qualquer hora e momento, pelo que teve de impor limites e horários para o fecho do portão.
"Por causa dessa confusão, em Dezembro do ano passado, a minha mãe foi agredida no interior da sua casa por uma cidadã da rua de Benguela, chamada dona Chinda, que também me ameaçava de morte. Os malfeitores fazem e desfazem tudo porque têm influência, tivemos gastos com medicação, receitas médicas e transportes, são muitas voltas, apelamos por justiça”, exigiu.
Contactado, o porta-voz do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais, superintendente-chefe Quintino Ferreira, garantiu pronunciar-se oportunamente.







