Mulher denuncia agressão violenta por parte do esposo e suspeito continua em fuga em Luanda
Uma cidadã de 28 anos de idade, identificada como Delfina André Panda, denuncia ter sido vítima de agressão física grave por parte do seu esposo, num caso ocorrido no dia 17 de Fevereiro, por volta das 19 horas, no município da Maianga, em Luanda.
Por: Débora Manuel
De acordo com o relato da vítima, tudo aconteceu quando se preparava para sair de casa com os filhos, após ter sido convidada pela comadre para uma festa de aniversário.
Segundo contou, enquanto aguardava, o filho de cinco anos saiu de casa sem autorização e acabou por sujar-se, tendo a mesma reagido com uma repreensão.
A situação terá desencadeado a reacção violenta do esposo.
“Ele começou a me dar várias bofetadas e não parava”, contou.
Delfina afirma que, durante as agressões, o suspeito utilizou diversos objectos, incluindo uma cadeira e um pau de vassoura, tendo-lhe causado a fractura de um dos braços ao tentar proteger o rosto.
Acrescentou que, ao tentar fugir, foi perseguida pelo agressor, que arremessou um vaso contra o seu corpo, provocando uma ferida profunda na região da costela, que resultou em 12 pontos.
“Ele dizia que eu tinha que morrer”, relatou.
Segundo a vítima, vizinhos acorreram ao local após ouvirem os gritos, tendo ajudado a socorrê-la e a conter o agressor, que acabou por fugir.
Delfina foi inicialmente assistida numa unidade hospitalar próxima e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital do Prenda, onde recebeu tratamento médico e teve o braço imobilizado com gesso.
Informou ainda que o caso foi participado na Esquadra do Catinton, sob o processo n.º 16080026, tendo sido orientada a seguir com exames no Serviço de Investigação Criminal (SIC).
A vítima lamenta, no entanto, a demora na detenção do suspeito, que continua em fuga.
“Já passaram dois meses e até agora não há solução”, disse.
A denunciante afirma que, devido às agressões, perdeu o emprego e enfrenta dificuldades, apelando por justiça.
“Só quero que ele seja responsabilizado pelo que me fez”, concluiu.
A nossa equipa contactou o porta-voz da Polícia Nacional, que informou ter solicitado esclarecimentos ao comando, mas até ao momento não houve um posicionamento oficial.







