Escassez de gasolina na Huíla preocupa população: Litro de gasolina está a ser vendido a mil kwanzas na "candonga"
A escassez de gasolina preocupa motoqueiros, automobilistas e a população em geral na província da Huíla, que pedem a intervenção urgente das autoridades competentes para a resolução do problema, situação que já perdura há uma semana.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com Francisca Domingos, por conta da escassez de gasolina, alguns taxistas estão a encurtar o percurso das rotas, situação que está a causar vários embaraços aos passageiros.
“Para quem sai do Arco-Íris com a pretensão de chegar ao Mutundo, tem de apanhar dois táxis, quando antes era apenas um”, explicou.
O moto-taxista Daniel Alfredo fez saber que a falta de gasolina está a criar vários constrangimentos na actividade, e revelou que, devido à escassez do produto nas bombas de combustível, na rua cada litro está a ser vendido entre 900 e 1.000 kwanzas.
Já o taxista Ernesto Camate lamentou a situação que enfrenta. “Cheguei à bomba de combustível às 04 horas deste 01 de Maio, fala-se que há gasolina, mas o atendimento está a ser feito por nepotismo”, referiu.
“Pedimos encarecidamente a quem é de direito que resolva a situação com maior rapidez, para evitar um cenário ainda pior, tanto para os taxistas como para os passageiros”, defendeu. Carvalho Inácio, gerente de uma viatura azul e branca, disse que a situação já perdura há cinco dias e que os prejuízos são elevados, acrescentou ainda que, na bomba da TotalEnergies localizada no Mutundo, o atendimento é deficitário, pedindo maior celeridade no processo. Por sua vez, Jeremias Ngonjo, taxista que faz o trajecto Caluquembe/Lubango e vice-versa, esclareceu que a situação é bastante difícil.
“Muitas vezes enfrentamos longas bichas e não conseguimos abastecer a viatura”, afirmou. “No município de Caluquembe, comprei 20 litros de gasolina por 16 mil kwanzas, enquanto nas bombas é vendido por cerca de 6 mil, pedimos a intervenção do Governo para restabelecer a normalidade”, frisou.
Outra preocupação prende-se com a escassez de gás de cozinha em toda a extensão da província da Huíla, sendo que no município do Chipindo, cada botija de 12 kg está a ser comercializada por 3.500 kwanzas, ao invés de 1.200.
No Lubango, muitas famílias denunciam furtos de botijas de gás na via pública, devido às enchentes nos postos de venda. Maria Emília, que enfrenta uma longa bicha num posto localizado no bairro Mitcha, nas imediações da Ercita, disse que a situação dura há quase duas semanas.
“Desde as primeiras horas da manhã, muitas pessoas deparam-se com marginais que roubam as garrafas, isso já aconteceu com uma vizinha”, relatou. “Solicitamos que a Polícia reforce a fiscalização nos bairros, para garantir maior segurança aos utentes”, apelou.
Devido à escassez, há locais onde o gás está a ser vendido por 1.500 kwanzas, situação que consideramos abusiva e que deve ser corrigida.
Recorda-se que, neste momento, no Lubango, muitas bombas estão sem gasolina, nas poucas que dispõem do produto, regista-se muita enchente e o atendimento é precário.







