Padece de problema visual - Ancião reformado dos Serviços Penitenciário reclama 100 mil Kwanzas da sua pensão que é descontado desde 2020
Um cidadão nacional que atende pelo nome Cardoso Alexandre Francisco, de 66 anos de idade, residente em Luanda, reformado dos Serviços Prisionais, com a patente de subinspector, até a sua reforma colocado no estabelecimento penitenciário de Viana, que padece de problemas visuais, clama por ajuda das autoridades por estar a ser vítima de descontos inexplicáveis da sua pensão, situação que o remete a enfrentar vários problemas de vida.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos narrados pelo reformado atestam que tem vindo a notar um desconto de 100 mil Kwanzas desde o ano de 2020, período em que foi à reforma e passou para a caixa de providência social do Ministério do Interior.
Cardoso Francisco disse que é quadro do MININT, colocado na área fabril dos Serviços Prisionais.
Em 2013, passou a ser afligido por problemas de visão, situação que o terá levado a contrair uma cegueira total no ano seguinte.
"Fui dispensado, mas tinha que ir sempre assinar, até que, em 2020, recebi a notificação de que seria transferido para Caixa de Previdência Social do MININT, com a patente de Subinspector, inclusive aconselharam-me a casar para melhor segurança da minha vida na reforma, porque vivia maritalmente", contou.
Para o seu espanto, dos 250 mil Kwanzas que recebia da sua pensão, no mês de Fevereiro do ano em que foi à reforma, passou a ter desconto de 100 mil Kwanzas da sua pensão, sem qualquer explicação.
"Fiquei abalado, já recorri às autoridades superiores, infelizmente até ao momento os descontos continuam", lamentou.
Aleixo Miguel Francisco, filho do senhor, avançou que várias deligências foram feitas para que se obtenha explicações das razões dos descontos.
O que mais inquieta a família é o facto de ter sido promovido a Subinspector, mas não aufere pensão correspondente a esse grau policial.
"Talvez por não ter feito um ano com a patente", admite o filho, acrescentando que o documento recebido que atesta a reforma do seu pai foi assinado pelo anterior ministro, César Laborinho. No entanto, acredita que algo esteja errado, porque não tem data de emissão, então, descobfia que por detrás de tudo deve haver alguém que esteja a fazer tais descontos extra-bancários.
"Não estamos a pedir que devolvam o dinheiro já retirado durante estes anos todos, pedimos apenas que parem com os descontos da pensão", disse, dirigindo um apelo ao Ministro do interior, Manuel Homem, no sentido de intervir na solução do seu pai que, além da cegueira, enfrenta outras enfermidades.
Contactado pela nossa reportagem, o Superintendente Prisional Agostinho João Tchiteculo, Director Nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa dos Serviços Prisionais disse ser impossível avançar quaisquer informações de momento.
"Não posso avançar, neste momento, com qualquer detalhe sobre o caso, mas dizer que quando um dos efectivos do MININT vai à reforma, a responsabilidade salarial passa a ser da Caixa Social e não mais do Ministério. Todavia, é um caso que merecerá a nossa atenção", prometeu.







