Pode convulsionar 7 vezes num dia: Familiares de órfão de 4 anos que padece de epilepsia levam grito de socorro para o tratamento da criança
Os familiares de uma menor de 4 anos de idade, identificada por Marciana Domingas Matias, residentes no bairro Augusto Ngangula, rua da comissão, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, clamam as autoridades de direitos e a sociedade civil para que ajudem na melhoria da saúde da menor, que padece de epilepsia, enfermidade que a deixou cega e com dificuldades na fala.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A menor é órfão de mãe e encontra-se aos cuidados da sua tia, irmã da mãe que desconhece o paradeiro do progenitor.
Matias Chiungo, tio da menor, avançou que a progenitora faleceu em Janeiro do ano em curso, após ter viajado de Benguela para Luanda.
"A menina nasceu sem problema, mas assim que a mãe veio a Luanda começou a apresentar problemas de saúde, já andamos em muitos hospitais, fomos ao Hospital Municipal de Cacuaco, na via expressa, depois fomos aos Cajueiros e já fomos também ao Américo Boa vida, os médicos disseram que ela sofre de epilepsia", contou.
O tio acrescentou que o estado clínico da criança tem piorado a cada dia que passa, e a criança passou a apresentar comportamentos estranhos.
"Pode convulsionar pelo menos sete vezes por dia, já não consegue ver, está completamente cega, às vezes não consegue pegar sono e passa a noite toda acordada. Em alguns momentos chora por muito tempo sem parar, pode passar a noite toda a chorar, até o abdômen dela começa a doer e às vezes começa a rir por várias horas e a correr de um lado ao outro", explicou.
"Paramos de ir aos hospitais porque não víamos resultados, não nos davam medicamento, davam apenas receita e depois da minha irmã falecer fomos alguns dias a consulta, mas paramos por não notarmos melhoria", reclamou.
A família da menor lança o pedido de ajuda para que se encontre um especialista que deia solução ao problema de saúde que a menina enfrenta.
"Estamos a passar por momentos difíceis, sou moto-taxista, dou o sustento para a criança, mas tive um acidente e estou parado, os problemas aumentam a cada dia, por isso precisamos de ajuda, tanto na alimentação, assim como em encontrar um hospital que possa dar solução a este problema. Peço ajuda a todos, em particular a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, que ajude a minha sobrinha está mesmo mal", pediu o tio.







