"Caso Clínica Santa Marta" - Ausência de um dos réus "adia" pela terceira vez julgamento do acto de alegada negligência médica que resultou na morte de parturiente e recém-nascida
julgamento do acto de alegada negligência médica que resultou na morte de parturiente e recém-nascida
Depois de duas vezes adiado, o Tribunal da Comarca de Luanda, Dona Ana Joaquina, voltou a adiar, na manhã desta terça-feira, 05, o julgamento do Proc. n.º 955/25-C, dos arguidos Anastácia Kuabi, Simão Hungo e Ricardo Meirelles, este último cidadão estrangeiro de nacionalidade cubana, acusados do crime de homicídio negligente, em que foi vítima a cidadã Daniela Zeferino, de 30 anos de idade, bem como a sua filha recém-nascida, Yarin.
Por: Kihunga Bessa
O caso ocorreu no dia 13 de Novembro de 2024, alegadamente na sequência de omissão de cuidados médicos na Clínica Santa Marta, situada na Avenida de Portugal, em Luanda.
A audiência estava marcada para as 11 horas e 30 minutos, na sexta secção da sala dos crimes comuns, envolvendo profissionais de saúde e responsáveis ligados à unidade clínica, sob apreciação do Juiz Francisco Tomás.
Segundo apurou o Na Mira do Crime junto dos familiares das vítimas, o julgamento foi remarcado para o dia 09 do mês em curso, devido à ausência de um dos réus (Simão Hungo) na sala de audiência, facto que causou revolta no seio da família, que afirma tratar-se do terceiro adiamento.
“O arguido que, por sinal, é o médico, esteve mesmo no tribunal com o seu advogado, mas minutos depois ausentou-se sem entrar na sala de audiência. Não sabemos por que razão ele fez isso”, disse um dos familiares.
Acrescentou que a primeira audiência havia sido marcada anteriormente, mas acabou adiada devido à indisposição do juiz da causa. Uma nova data foi igualmente inviabilizada por coincidir com um dia de tolerância de ponto, o que levou à remarcação para Maio.
Sabe este jornal que o cidadão estrangeiro de nacionalidade cubana poderá ser julgado pelo mesmo crime no seu país e não em Angola, sendo que, neste momento, todos se encontram em liberdade sob Termo de Identidade e Residência (TIR).







