Funcionários da empresa WSS responsável pela segurança dos aeroportos Dr. António Agostinho Neto e 4 de Fevereiro denunciam atrasos salariais e falta de condições de trabalho
Trabalhadores da empresa WSS – World Security Systems, localizada no bairro Cassenda, município da Maianga, responsável pela segurança dos aeroportos Internacional Dr. António Agostinho Neto e 4 de Fevereiro, denunciam atrasos no pagamento dos seus salários e condições precárias nos seus postos de serviço.
Por: Cambuta Vieira e Eva Serafim
Contam que, o contrato laboral é de que, mensalmente, os funcionários receberiam os seus ordenados, mas de um tempo para cá, esses valores têm sido dados de forma fraccionada e com atrasos que chegam até seis meses.
Segundo relatos manuscritos que chegaram ao Na Mira do Crime, o salário de um mês tem sido dividido em duas partes.
“Pagam uma metade do mês passado e a outra fica por pagar e ninguém tem o direito de reclamar" explicou o denunciante. A situação tem gerado dificuldades para sustentar as famílias e pagar dívidas. Os valores salariais variam entre 200 e 300 mil Kwanzas, dependendo da função.
"Muitos dos nossos colegas perderam as famílias, outros foram despejados das casas de renda e a família está dividida, tudo isso pela demora do salário", evocam, acrescentando que os funcionários apontam falta de condições dignas de trabalho, alimentação e desrespeito pelos direitos laborais e um clima de medo dentro da empresa, onde muitos evitam reivindicar os seus direitos por receio de represálias ou despedimento.
"Existem vários funcionários que até à data presente ainda não receberam o subsídio de Natal. Isto é muito triste, enquanto os funcionários da direcção têm os seus ordenados sempre em dia", lamentou. Lamentam ainda o facto de serem trabalhadores responsáveis pela segurança de infra-estruturas estratégicas do país, e serem tratados de uma maneira qualquer.
Pedem a intervenção urgente do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, dos sindicatos e das autoridades competentes.
A equipa deste jornal deslocou-se até à direcção da referida empresa, onde foi recebida por um funcionário do gabinete de Recursos Humanos que confirmou que "a empresa está com dívidas dos funcionários, tudo porque o Estado e a empresa SGA que são os maiores parceiros não estão a cumprir com os pagamentos, daí a demora salarial.
A direcção afirma que, no pretérito dia 23 de Janeiro, emitiram uma circular informando sobre os atrasos.







