Intendente da PIR acusado de agressão físicas e ameaças de morte contra a esposa no Calumbo - Fonte da Polícia garante que oficial já responde na Inspecção
Um oficial da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), identificado como Celson de Castro, de 50 anos de de idade, que ostenta a patente de Intendente, residente na Rua dos Julgado dos Menores, bairro Zango 3, município de Calumbo, província de Icolo e Bengo, está a ser acusado de pela própria esposa de alegado abuso sexual contra a enteada e agressões físicas a queixosa, de nome Gerusa Gonçalves, com quem manteve um relacionamento durante seis anos.
Por: Solange Figueira e Ana Sebastião
Os episódios de violência doméstica, de acordo com a nossa entrevistada, ocorreram de forma recorrente ao longo da convivência. De acordo com o relato da vítima, o casal conheceu-se em 2020, através de uma amiga, numa altura em que Gerusa procurava ajuda após o roubo da sua viatura. Um mês depois, segundo conta, foi convidada pelo acusado para um encontro, onde terá ingerido uma bebida alegadamente adulterada com substâncias ilícitas, tendo sido posteriormente abusada sexualmente.
Por vergonha, afirma que decidiu manter-se em silêncio, e acabou por iniciar uma relação amorosa com o efectivo. A denunciante descreve o acusado como um homem agressivo e temido no bairro, conhecido pelos apelidos de “Escorpião” e “Rambo”.
Segundo a vítima, o intendente costuma efectuar disparos em hasta pública, por motivos banais e protagonizar actos violentos contra a companheira em locais públicos.
Gerusa Gonçalves afirma ainda que o acusado, antes de integrar a PIR, teria pertencido às forças especiais, comportamento que, segundo ela, se reflecte na forma violenta como actua dentro de casa.
“Ele agride os meus filhos, destrói portas, carros e ameaça matar-me sem sofrer consequências por pertencer ao Ministério do Interior”, declarou. A vítima afirma ter apresentado várias denúncias junto da PIR do Zango e ao comando local, mas garante nunca ter recebido protecção.
“Temo pela minha vida e pela vida dos meus filhos. Ao longo destes seis anos fui constantemente agredida, sempre que discutíamos, ele destruía bens da casa e ameaçava-me com arma de fogo”, contou.
Num dos episódios relatados pela mulher, dá conta que, recentemente, após regressar da Namíbia, terá encontrado no telemóvel do suspeito imagens envolvendo a sua filha de 8 anos, o que gerou uma discussão seguida de agressões físicas e ameaças com arma de fogo.
A denunciante conta ainda que terá sido impedida de procurar ajuda em ocasiões anteriores, alegando episódios em que o suspeito a terá retirado de uma esquadra policial após fuga por agressões.
A vítima diz sentir-se em risco de vida e pede proteção das autoridades, referindo ter apresentado várias participações às entidades policiais locais, sem resultados efetivos até ao momento.
A equipa de reportagem tentou ouvir a versão do acusado para obter esclarecimentos sobre as acusações, mas não obteve sucesso No entanto, fonte ligada ao Gabinete de Comunicação Institucional Imprensa da Polícia Nacional, desmente as acusações, garantido tratar-se apenas de ciúme por parte da esposa e que o acusado já responde processo a nível da inspeção.







