Suposto agente da Polícia de Guarda Fronteira acusado de espancar a ex- namorada por se recusar a voltar a relação amorosa
Uma cidadã nacional, que pediu anonimato, residente no bairro da Boa Fé, município dos Mulenvos, acusa o seu ex- namorado, identificado por
Manuel João Aleixo, de 35 anos de idade, suposto agente da Polícia de Guarda Fronteira, que ostenta a patente de agente de Primeira Classe, de a ter agredido no passado dia, (23) do mês de Abril, facto que a terá provocado vários ferimentos na zona face e em outras regiões do corpo.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O facto aconteceu na zona da Caop - A, rua da Cantina Amarela, por volta das 21 horas e 50 minutos.
De acordo com a vítima, as agressões ocorreram na via pública após ter saído de um bar onde esteve em companhia de uma amiga.
"Eu fui pagar uma kixikila e me deparei com uma das minhas amigas que me convidou a entrar no bar, ao me retirar o meu actual namorado estava no outro lado da rua e chamou -me para informar que precisavam de mim em casa. Assim que ele foi embora, o meu ex apareceu e do nada começou a brigar comigo", contou.
A nossa entrevistada disse que o seu ex-namorado nunca aceitou o fim da relação, situação que o levou a partir para as agressões.
"Tentou convencer-me a voltar a namorar com ele, neguei, porque descobri que ele tem esposa, então ele alterou-se, pegou numa pedra e jogou-me na bexiga, pontapeou-me e desferiu vários golpes a ponto de deixar o meu rosto muito ferido, principalmente o meu olho esquerdo que ficou inflamado, quase que me matava. Ele disse que eu podia queixar-se onde eu quisesse", explicou a jovem.
Após as agressões, a jovem disse ter recorrido a Esquadra da Boa Fé, afecta ao Comando Municipal dos Mulenvos para apresentar uma queixa contra o agressor.
"Fiz a queixa no DIIP, mas devido aos ferimentos só no dia 15 de Maio é que consegui o número do Processo n°3055/26-MV-C, mas ele não pára de enviar recados por meio de
pessoas a dizer que quer voltar comigo e prometeu tudo fazer para conseguir, infelizmente não posso, e isto está a me deixar assustada", lamentou.
A nossa redação tentou entrar em contacto com o acusado, este não atende o telefone, mesmo deixando várias mensagens.
"Ele não vai atender as chamadas do Na Mira do Crime, porque o tio dele ligou -me a dizer que eu estou a difamar o meu ex- namorado, inclusive sabe que contactei o jornal Na Mira do Crime, se ele sabe disso é porque conversaram, mas estão a fazer-se de inocente. Mas eu não desisto da minha acção contra ele, por falta de humildade de sua parte", prometeu.
Contactado pela nossa reportagem, o Porta-voz do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Intendente Quintino Ferreira, prometeu se pronunciar tão logo for possível.







