Família mostra preocupação com estado de saúde da chefe dos bombeiros comunitários que permanece em cela provisória - "está grávida e não tem acesso a alimentação e vestuário"
Os familiares de Doroteia Correia Canhongo, que se apresentava como "Comissária-Chefe" e Presidente da Força de Intervenção Comunitária - Bombeiros Comunitários (FIC), manifestam preocupação com às condições a que cidadã foi submetida durante a sua detenção, situação que terá contribuído para o agravamento do seu estado de saúde, culminando no seu encaminhamento para o Hospital Lucrécia Paim. A cidadã foi detida na última sexta-feira, 19, durante apresentação periódica no Tribunal de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina.
Por: Kihunga Bessa
A detenção da cidadã terá resultado da divulgação de um vídeo, após consulta e alegada autorização do advogado responsável pelo acompanhamento do processo, dias depois de ser julgada sumariamente por suspeitas de burla, extorsão e uso indevido de uniformes. A organização prometia falsamente o ingresso dos membros no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).
Segundo relatos, o vídeo foi produzido e divulgado de boa-fé, na convicção de que a autorização recebida era suficiente para o efeito.
Segundo a família, durante os três dias em que permaneceu privada de liberdade, Doroteia Correia Canhongo terá estado numa área provisória de retenção, onde, de acordo com as denúncias recebidas, enfrentou dificuldades no acesso à alimentação, vestuário e outros bens considerados essenciais.
As mesmas fontes referem que as condições do local são precárias, com exposição ao frio e limitações no contacto e apoio dos familiares.
A situação suscita particular preocupação devido ao facto de a detida encontrar-se grávida, numa gestação classificada como de risco.
Segundo as informações disponíveis, o agravamento do seu estado de saúde levou ao seu encaminhamento para a maternidade Hospital Lucrécia Paim, onde foi submetida a observação e avaliação médica.
Os familiares esclarecem que a exposição do caso não pretende contestar decisões judiciais nem antecipar juízos sobre eventuais responsabilidades criminais.
"O objectivo é chamar a atenção das autoridades competentes para a necessidade de verificarem as condições de detenção da cidadã, assegurando o respeito pelos seus direitos fundamentais, pela dignidade humana e pelo acesso a assistência médica adequada", exigiram.







