Man Genas” senta-se no banco dos réus por alegadas ofensas ao presidente e acusações de narcotráfico
Gerson Quintas, conhecido por “Man Genas”, foi repatriado de Moçambique para Angola em Fevereiro de 2024, tendo sido posteriormente detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).
No processo, o Ministério Público imputa ao arguido diversos crimes, entre os quais calúnia, difamação e ultraje ao Estado e às suas instituições.
De acordo com as autoridades, durante a sua permanência em Moçambique, “Man Genas” utilizou as redes sociais para denunciar alegadas ligações de altos responsáveis da Polícia Nacional, do SIC e das Forças Armadas Angolanas ao tráfico de drogas.
Após a detenção do arguido, o SIC informou que analisou as denúncias tornadas públicas e concluiu não existirem elementos que sustentassem as acusações divulgadas. A instituição referiu ainda que os factos apresentados nas plataformas digitais não foram comprovados e apelou à apresentação de evidências que corroborassem as alegações.
“Man Genas” encontrava-se a residir em Moçambique, alegando ser alvo de perseguição por parte das autoridades angolanas. Contudo, acabou por ser expulso daquele país por alegadas irregularidades relacionadas com a sua entrada e permanência em território moçambicano.
A deportação incluiu igualmente a esposa, Clemência Suzete Vumi, e os dois filhos menores do casal. As crianças foram entregues aos familiares, enquanto o arguido permaneceu sob custódia das autoridades.
Em Outubro de 2025, o Tribunal da Comarca de Luanda condenou “Man Genas” a três anos e seis meses de prisão por difamação contra o antigo ministro do Interior, Eugénio Laborinho. No mesmo processo, Clemência Suzete Vumi foi condenada a uma pena de três anos de prisão, suspensa por igual período.
Está igualmente previsto que, na próxima sexta-feira, Clemência Suzete Vumi compareça em tribunal ao lado do marido para responder no processo relacionado com o alegado crime de ultraje ao Estado.
C/ Novo Jornal







