Julgamento de homicídio em Viana arranca com versões contraditórias entre arguidos e testemunhas
A primeira sessão de julgamento do processo n.º 96/26-2026, que envolve cinco cidadãos acusados do crime de homicídio qualificado, ficou marcada por versões contraditórias entre os arguidos e as testemunhas sobre a morte de Desio Domingo, de 32 anos de idade.
Por: Adão Paxi
Durante a sessão, os cinco arguidos negaram qualquer envolvimento nas agressões que resultaram na morte da vítima, ocorrida no bairro CAOP-A, município dos Mulenvos, sustentando que não participaram no espancamento nem mantinham qualquer relação com Desio Domingo.
No seu depoimento, Raimundo Rogério Cassule disse que a vítima o agrediu durante uma discussão e, em seguida, fugiu do local. O arguido explicou que Desio Domingo foi perseguido por um grupo de motoqueiros do bairro, que o espancou com paus e pedras, tendo uma das pedras atingido a sua cabeça e provocado a morte.
As testemunhas Kinca André Cassoma e Paulo Correia Quiosa apresentaram uma versão diferente dos factos. Ambos referiram ter presenciado as agressões e esclareceram que Neide Francisco de Almeida, André Chivinda Manuel e Felix Marcelino participaram directamente no espancamento da vítima.
Perante as versões contraditórias, a juíza Delfina Rogério sublinhou a necessidade de prosseguir a produção de provas e adiou o julgamento para o próximo dia 12 de Julho, data em que o processo continuará com a audição de novas testemunhas e a produção das restantes provas.
A audiência foi realizada nesta sexta-feira (26), na Sala de Audiências n.º 9 da 17.ª Secção do Tribunal da Comarca de Viana, sob a presidência da juíza Delfina Rogério e com a participação da magistrada do Ministério Público, Carla da Conceição Pedro.
Sentaram-se no banco dos réus Raimundo Rogério Cassule, de 22 anos, Neide Francisco de Almeida, de 21, André Chivinda Manuel, de 23, Aussínio Pedro Lopes, de 25, e Felixe Marcelino, de 20, todos acusados do crime de homicídio qualificado.







