Paciente com tumor no olho direito aguarda tratamento oncológico há oito meses e pede intervenção urgente
Uma cidadã nacional, identificada como Maria Eduardo Simão dos Santos, de 41 anos de idade, viúva e mãe de cinco filhos, residente no bairro Pedreira, município do Sambizanga, vive momentos de grande aflição devido a um tumor no olho direito, doença com a qual afirma conviver desde Dezembro de 2025, apelando à solidariedade da sociedade e das autoridades competentes para conseguir dar continuidade ao tratamento oncológico.
Por: Adão Paxi
Segundo a paciente, o seu calvário começou quando procurou assistência médica no Instituto Oftalmológico Nacional (IONA), onde foi acompanhada e submetida a exames para determinar a natureza da lesão. Em declarações ao Jornal Na Mira do Crime, nesta quarta-feira, 8, Maria Eduardo Simão dos Santos contou que, após vários meses de acompanhamento, foi informada de que o seu caso deveria passar a ser tratado por especialistas em Oncologia.
"No Instituto Oftalmológico Nacional disseram-me que este caso já não é com eles, porque já fizeram tudo o que tinham de fazer. Disseram que agora devo ser acompanhada pela Oncologia. Durante muito tempo diziam apenas para voltar noutro dia, e assim os meses foram passando", lamentou.
A paciente afirma que enfrenta enormes dificuldades financeiras para prosseguir com o tratamento e teme pelo agravamento do seu estado de saúde. "Sou viúva, mãe de cinco filhos e não tenho condições para suportar todas as despesas.
Peço ajuda a quem puder estender-me a mão para que eu possa continuar o tratamento e salvar a minha vida", apelou. De acordo com o relatório clínico, Maria Eduardo Simão dos Santos apresenta diagnóstico confirmado de tumor de células escamosas na região do ângulo orbitopalpebral, uma lesão de crescimento rápido.
O documento refere que a paciente foi observada pela primeira vez em Dezembro de 2025 e encaminhada para os serviços de Oculoplástica e Oncologia em fevereiro de 2026, ocasião em que foi realizada uma biópsia incisional e solicitados exames de imagem, que, entretanto, não chegaram a ser efetuados.
Após nova avaliação e confirmação do diagnóstico por biópsia, os médicos concluíram que a paciente necessita de tratamento oncológico especializado, incluindo quimioterapia e/ou radioterapia, além de exames complementares para confirmação da extensão da doença, eventual intervenção cirúrgica de reabilitação e acompanhamento psicológico e social. Contactada pelo Jornal Na Mira do Crime, a direcção do Instituto Oftalmológico Nacional, através do director administrativo, Dr. Paulo Trosso, afirmou desconhecer o caso da paciente.
O responsável explicou que o Instituto recebe diariamente um elevado número de pacientes com diferentes patologias, razão pela qual a área administrativa pode não ter conhecimento imediato de todos os casos.
"Recebemos diariamente vários pacientes com diferentes patologias. Desconheço esta situação em concreto. Recomendo que a cidadã se dirija à área administrativa do Instituto com o seu cartão de paciente, para que o seu caso seja analisado e devidamente encaminhado", declarou o director administrativo.







