Foram 25 anos de trabalho: Familiares do segurança morto a tiro durante assalto ao banco pedem sensibilidade do BAI no apoio ao óbito
O funeral do cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Domingos António, de 60 anos de idade, residente no bairro Golf - 1, zona do Avô Kumbi, município do Kilamba Kiaxi, morto a tiro durante assalto na agência do Banco BAI da Cidadela, está marcado para segunda-feira, 13, com a família a enfrentar várias dificuldades para custear o óbito.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A reportagem do Na Mira do Crime esteve na tarde desta sexta-feira, 10, na casa onde decorre o óbito.
No local, os familiares sa vítima aguardam que as promessas feitas tanto pelo Banco BAI, assim como pela empresa de segurança onde o malogrado era funcionário sejam cumpridas.
De acordo com Bibiana Sebastião, sobrinha do malogrado, a vítima era funcionário da Empresa de Segurança KEP-VSB, uma Empresa que presta serviços de vigilância privada de sistemas bancários, localizada no bairro Maculusso.
"Ele trabalhou nesta empresa durante muito tempo, passou quase a vida toda a prestar serviço ao Banco BAI, foram 25 anos de serviço", contou.
A nossa entrevistada explicou que tomaram conhecimento da tragédia por meio de colegas da vítima, que por via telefónica informaram aos membros da família.
"Vimos a ocorrência por meio das redes sociais, mas não sabíamos que era o pai que tinha sido morto durante o assalto no BAI, infelizmente, quando a noticia chegou a família caiu em desespero", lamentou.
Um dos sobrinhos que pediu anónimato, disse que foi realizada a autópsia, na última quarta-feira, permitindo a realização do funeral.
"A empresa de segurança garantiu que podemos contar com o apoio deles, hoje mesmo, por volta das 17 horas, responsabilizaram-se com o caixão e o cenário fúnebre, não só, deixaram comprovativos de transferência bancária de valores monetários para ajudar a logística do óbito", garantiu.
No entanto, a familia espera também pelo apoio do Banco BAI, no qual o malogrado esteve a exercer o serviço durante muito tempo, enquanto segurança.
"A empresa de Segurança disse que o Banco BAI pronunciou-se por via da sua página oficial do Facebook a dizer que apoiariam as famílias das vítimas, em todos os aspectos, mas até ao momento não se pronunciaram directamente. Então pedimos que o Banco apareça, porque o meu pai durante muito anos prestou serviço de segurança no Banco BAI, neste momento de luto é importante que se cumpra com o apoio que eles prometeram", pediu um dos filhos.
O Na Mira do Crime sabe que a vítima deixa viúva e dois filhos adultos.







