Paciente operada com “tubo de soro” no Hospital dos Cajueiros (agora) defeca pela vagina e umbigo
Depois de mais de um mês internada no Hospital dos Cajueiros, no Cazenga, por conta da cesariana sofrida no dia 17 do mês Março do ano em curso, com contornos que a deixou acamada até aos dias de hoje, com o agravante de perder o bebé, Maria Luísa, cidadã de 28 anos de idade, continua a lutar pela vida e até agora ninguém é responsabilizado.
Por: Mário Cunha
Operada com “tubos de soro”, sem recuperação à vista, a paciente, depois de rejeitada no hospital Américo Boavida foi outra vez transferida para o mesmo Hospital, em situação delicada.
Estando já na terceira cirurgia, os familiares de Maria Luísa pedem a responsabilização criminal do médico Hélder Agostinho e da ginecologista responsável pela primeira, segunda e terceira operação da jovem.
Depois de mais de 50 dias, Maria conta que foi transferida pela segunda vez para o Hospital Américo Boavida, sem consentimento da família e com volumes de compressas no interior da vagina, de forma a camuflar o que se passava com ela.
"Nos Cajueiros iam me matar, o doutor Hélder me empurrou muita compressa na vagina, e não tirou, aqui no Américo Boavida, quando tiraram, saiu cheio de sangue e pus", lamentou.
Maria, entristecida, disse ainda que, para além de evacuar pela vagina, também tem saído líquido com fezes na região onde foi operado.
A paciente disse que, desde o dia 17 do mês em curso, até hoje, já lhe foram feitas três transfusões de sangue.
Por seu turno, o irmão da doente, Jeorge, clama por ajuda da justiça angolana, numa altura que a família sente-se menosprezada pelos Serviços de Investigação Criminal e Polícia, que mesmo depois de feita a queixa contra os técnicos de saúde, não mexem uma palha.
De semana em semana, a doente ora apresenta melhorias e noutra semana agrava o quadro de saúde.







