INAC insta os pais a protegerem os filhos para um desenvolvimento saudável
O Instituto Nacional da Criança (INAC), mostra-se preocupado com o aumento do número de crianças nas ruas, pelo que apela aos progenitores a promoverem mais diálogo, mais amor com os filhos para crescem protegidos e saudáveis.
Por: Kihunga Bessa
Por ocasião do 01 de Junho, dia Internacional da Criança, o NA MIRA DO CRIME saiu às ruas da capital para saber mais sobre a criança angolana.
Constatou-se um fenómeno muito triste e que deve preocupar a sociedade: aumento do número de crianças na rua e muitas delas usam as lixeiras como fonte de sobrevivência.
Joel Pedro, um dos progenitores alega que devido à falta de condições de sobrevivência, muitas decidem trocar a casa dos pais pela rua.
Já Dominga Francisco, outra progenitora, diz que muitas crianças preferem as ruas por causa das companhias que as influenciam a consumir drogas.
"Basta provar a droga, pensa logo que aquela é boa vida e rompe com o vínculo familiar", reforçou. "Não há pai ou mãe que nasce o seu filho e não conversa com ele", defendeu-se.
E numa entrevista concedida ao NA MIRA DO CRIME, a Directora Adjunta do INAC, Elisa Gourgel, disse que a sua instituição e o Ministério da Acção Social estão preocupados e apontam os pais de serem protagonistas do fenómeno por, muitas vezes, instrumentalizarem as próprias crianças, levando-as para as ruas para pedir esmolas e atingirem os seus objectivos.
Acrescentou ainda que no âmbito de salvaguardar e proteger os direitos da criança, o INAC tem montadas várias estratégias em que foram instruídos vários técnicos de cada municípios no sentido de se fazerem às ruas, usando personagens diferentes, batendo porta a porta para mitigar o fenómeno.
A directora alega que essa estratégia permitiu perceber que muitos têm mesmo casas para morar.
Outro fenómeno triste que preocupa o INAC, e o ministério da Acção Social a nível nacional é o índice elevado de violência doméstica contra crianças em que muitos são os próprios pais que as protegeriam, que acabam violentá-las.
E quanto às crianças instrumentalizadas, estigmatizadas e abusadas, no período do primeiro trimestre do ano em curso, o INAC explica que por causa da linha telefónica SOS criança, foram registados 115 casos de violações sexuais e 50 casos de informação presencial, onde a própria família se desloca até à direcção para denunciar.
"Os casos mais chocantes são aqueles em que os pais abusam até engravidar", disse a directora.
"O INAC apela os progenitores a cuidar e proteger as crianças para que se tenha uma sociedade saudável e bonita", apelou Elisa Gourgel.







