“Maravilha de Deus” - Jovem é discriminado por nascer sem as pernas
Um jovem que responde pelo nome Maravilha de Deus, de 37 anos de idade, residente no bairro das 500 casas, Distrito Urbano dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco, passa por várias situações não muito boas, pelo facto de ter nascido sem as pernas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A falta de trabalho e a descriminação têm sido os maiores problemas que enfrenta todos os dias.
O jovem que falou em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME, detalhou sobre a situação precária que tem passado.
Maravilha de Deus é gestor de empresas e técnico de Informática, mas encontra-se desempregado, situação que tem contribuído na falta de alimentos e outros bens essenciais.
"Eu nasci sem as pernas, mas consegui estudar e me formar, posso fazer qualquer trabalho administrativo, trabalhei em uma empresa, mas o contrato terminou e preciso de um novo emprego", atirou.
Disse ainda que não consegue emprego por causa da discriminação de alguns empregadores, tendo já sofrido insultos na rua e humilhação nos táxis.
"As pessoas riem-se quando me vêem, a maioria dos taxistas não aceita me levar, achando-me estranho, mas eu sou apenas um portador de deficiência e nada mais", lamentou.
Apesar das dificuldades que enfrenta, o jovem sempre apostou nos estudos e na formação profissional.
"Actualmente ganho a vida fazendo trabalhos de design gráfico, mas nem sempre aparecem pessoas para os prestar serviço", garantiu, acrescentando que "teve que anular o ano na faculdade, onde seguia o curso superior de Gestão e Administração de Empresas, e disse falar fluentemente inglês.
Órfão de pai e mãe, o jovem diz que já teve uma esposa que o abandonou e, ainda mais grave, fez um aborto voluntário, por conta de pessoas que a alertavam que teria um bebê deficiente tal quanto o pai.
"Peço às autoridades governamentais, aos partidos políticos e a pessoas singulares, para que me possam garantir um emprego para poder continuar os estudos, com a idade que tenho, vivo por conta da minha irmã que vende kissangua na rua, eu tenho capacidades intelectuais até superior, mas as pessoas me julgam pela aparência", rogou.







