Huambo: Polícia aponta para 5 mortos na manifestação violenta, PRS diz que são 7 vítimas mortais
A Polícia Nacional esclareceu, em comunicado de imprensa distribuído na manhã de hoje, terça-feira, 06, que a violência e afronta às forças policiais estiveram na base das 05 mortes registadas durante uma manifestação de taxistas e moto-taxistas, realizada esta segunda-feira, na cidade planáltica.
Por: Na Mira do Crime
"Na sequência dos actos de violência e afronta às forças policiais, não foi possível evitar e lamentamos a morte de 05 cidadãos e ferimento de 08 outros", refere o comunicado que faz menção a outros prejuízos: quebra de vidros de dois autocarros de transporte público, uma ambulância, a quebra de vidros dos gabinetes provinciais do Urbanismo e Ambiente, ANGOP, INEFOP e a subestação do CFB, e as tentativas de vandalização de armazéns de bens alimentares e da terceira esquadra de Polícia, bem como a vandalização de 05 Comités de Acção do MPLA.
A Polícia fala em 34 cidadãos detidos bem como a apreensão de 29 motorizadas, por envolvimento directo nos actos de desordem pública que "serão responsabilizados criminalmente".
Sublinha ainda que a manifestação que teve início às 07 horas, supostamente em protesto à materialização do Decreto Presidencial número 131/23 de 1 de Junho, consistiu na paralisação das actividades de táxi, em vários pontos da província, com incidência nos municípios do Huambo e Caála, mormente nas paragens de táxis dos bairros São Pedro, Benfica, Kavongue, São João, Cambiote e na rotunda de acesso à centralidade Fernando Faustino Muteka, onde haviam montado várias barricadas para molestar outros taxistas que não aderiram o protesto violento. A Polícia Nacional no Huambo apela a população a manter-se calma, evitando envolver-se em actos que promovem a violência e a desordem pública.
PRS dá razão aos manifestantes apesar do vandalismo
O Secretário Provincial do Partido de Renovação Social (PRS), Solya Salende, avançou a este jornal que, contrariamente ao que a Polícia diz, houve sete mortes na manifestação do Huambo e um elevado número de feridos.
Ele condena os excessos dos moto-taxistas, mas diz que só se chegou a esse ponto, por causa da má governação.
"Houve arruaças, até porque as bombas do bairro do Comércio foi vandalizada, queima de bandeiras do MPLA e destruição de outros bens", indicou, advogando que os taxistas e moto-taxistas só queriam mostrar que eles é que são donos do poder.







