Escola Pública: Venda de droga, feto no esgoto e não atribuição de notas desenham o dia-a-dia do Instituto Politécnico de Administração e Serviços, N°5144
Os alunos do Instituto Politécnico de Administração e Serviços, N°5144, localizado no Distrito Urbano do Zango zero, zona da Vida Pacífica, denunciam irregularidades da parte de alguns professores e a direcção da escola, pelo facto de não entregarem as provas, o que os leva a discordar das médias trimestrais espelhadas nos boletins de nota.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A exigência de material de higiene, sobretudo, papel higiénico, e o valor monetário de 100 Kwanzas por cada aluno, a falta de segurança e a venda de drogas, endossam as reivindicações naquela casa do saber.
Segundo um dos alunos, que pediu anonimato, a situação da perda de notas e a não entrega das provas realizadas, são as principais preocupações.
"Muitos professores não entregam as provas feitas pelos alunos, sabemos que não fazem a correcção e quando recebemos os boletins de notas, ficamos com dúvidas", disse, acrescentando que, "o professor Cage, que lecciona a disciplina de estatística não entrega as provas e atribui as notas que ele achar conveniente".
Os alunos disseram ainda que o professor de educação física, consta da lista dos que atribuem médias trimestrais duvidosas, e estes problemas são do domínio da direcção da escola.
De acordo com os entrevistados, a situação prevalece, contribuindo na reprovação de muitos alunos, já que nem se fazem avaliações contínuas. “Nos perguntamos: como é que acham a média final do trimestre”, indagou.
Outro problema apresentado por alguns alunos, prende-se ao facto de serem exigidos a fazerem-se presente com um rolo de papel higiénico na escola, sendo impedidos de frequentar às aulas a todos que desobedeçam.
Relativamente à questão dos papéis higiénicos, Hermenegildo, representante da Associação dos Estudantes daquela escola disse que a exigência já não se faz sentir na instituição, devido a várias manifestações de descontentamento por parte dos alunos.
Muitos alunos pedem, por sua vez, que haja maior rigor dos seguranças da escola e que a direcção velasse pelas constantes falta de aulas devido à ausência de professores.
"Os professores faltam muito, o pátio está sempre cheio de alunos por falta de aulas e, a segurança da escola é muito fraca, alunos entram com objectos estranhos, vendem liamba e consomem bebidas alcoólicas na casa de banho, ultimamente, durante a limpeza e desentupimento dos W.C foi encontrado um feto", denunciaram.
Como se não bastasse, em muitas turmas as carteiras estão danificadas, e noutras, os quadros são colocados por cima de cadeiras.
Fontes próximas da direcção da escola, segredaram que a escola não recebe financiamento do governo para suportar as necessidades, pelo que os pais e encarregados de educação, são obrigados a pagar 100 Kwanzas por mês, para ajudar em algumas necessidades da escola.
Este jornal tentou contactar o senhor Joaquim Cabral, director geral da escola, mas este não se fazia presente, no momento da nossa reportagem alegadamente por se encontrar a participar de um acto fúnebre.







