ANIESA alerta que encerramento de grandes superfícies comerciais é de sua responsabilidade
O Inspector-geral da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), Diógenes de Oliveira, alerta que, quem tem competências para fiscalizar e inspeccionar grandes superfícies comerciais é a entidade que representa, apoiando-se no Decreto Presidencial 267/20 de 16 de Outubro.
Por: Kiamukula Kanuma
Contactado via telefone por este jornal na manhã deste sábado, 17, depois da abertura e encerramento de grandes superfícies comerciais na cidade de Luanda por parte do Governo da Província de Luanda, o responsável explicou que os grandes armazéns como o da Angoalissar, Naval, Planeta Group S.A, são grandes contribuintes (superfícies), e o Governo da Província de Luanda (GPL) não tem competência para encerrar, aliás, observou que o único órgão competente para inspeccionar e fiscalizar estes estabelecimentos é a ANIESA.
“Por força do estatuto, caso tivesse que encerrar armazéns o faria”, no entanto, explicou que a forma ‘brusca’ como se esta a tratar o assunto, está a criar uma subversão económica no que diz respeito aos preços dos produtos da cesta básica.
“Uns estão abertos, e outros estão fechados, e estão fechados justamente às grandes superfícies comerciais, neste momento a procura é grande e a oferta é pouca, as pequenas empresas que estão abertas estão a se aproveitar disso para aumentar os preços, causando um desregulamento económico no mercado”, alertou.
De acordo com o responsável, a ANIESA até ao momento não tem conhecimento do encerramento oficial de armazéns por parte do Governo Provincial de Luanda (GPL).
Comerciantes de grandes superfícies avisam que preço vai continuar a subir mesmo depois da abertura
Ouvidos pelo Na Mira do Crime, os responsáveis das grandes superfícies comerciais que abastecem mercado do país, explicaram que o encerramento das empresas há quase um mês, vai pesar mesmo quando os estabelecimentos forem abertos.
“Pagamos impostos, salários e segurança social assim com IRT, para não falar da segurança do próprio estabelecimento, estes aspectos serão tidos em conta na abertura dos armazéns, porque seremos obrigados a fazer uma outra estrutura de cálculo para incorporar o tempo que estamos fechados, para poder cobrir os salários de todo pessoal e a perda pelo tempo que estivemos fechados”, avisaram.
Segundo os nossos entrevistados, fechar um estabelecimento de grande envergadura como é o Angoalissar, por exemplo, é um risco para a própria empresa e para os trabalhadores empregados.
“Somos nós que abastecemos as médias e pequenas empresas, não percebemos o porquê desta atitude do governo”, lamentaram.







