Por culpa de um seita - Engenheira de profissão abandona marido e três filhos menores
Uma cidadã nacional que responde pelo nome de Marinela Celestino Joaquim, de 34 anos de idade, moradora do Distrito Urbano do Zango, Bairro Zango-2-A, está desaparecida do seio familiar desde sábado, 17, na sequência de problemas mentais apresentados alegadamente depois de contactar uma seita religiosa, localizada no Zango - 1, nas imediações do Supermercado MAX e Esquadra da policial 47.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Marinela é Engenheira Mecatrónica, mãe de três filhos fruto do relacionamento que já dura 12 anos. O seu dia-a-dia deixou de ser normal, quando começou a frequentar uma suposta Igreja liderada por um casal formado pela "Tânia e o Senhor Filipe".
É assim que é conhecido na urbe. Os familiares acusam a seita de insinuar os crentes com conceitos anti-sociais, dos quais, a sua desvinculação total da família de casa e parentes, até mesmo do marido e dos filhos.
O comportamento da engenheira chamou a atenção dos familiares que, segundo, Ambrósio Joaquim, seu pai, a separação da filha da família preocupou todos. Aliás, sustentou, a associação em que estava envolvida a filha não apresenta quaisquer probabilidades de ser uma igreja.
"Aquilo não é uma igreja; é uma casa forjada, onde as pessoas passam o maior tempo a orar", disse, sublinhando que a sua filha deixou de estar em convívios familiares; não se fazia presente em festas ligadas à família e, mais tarde, se apercebeu que foi influenciada pela suposta pastora.
Acrescentou que, depois, apercebeu-se que dormia num quarto separado do marido, cumprindo assim as orientações da referida seita, já que não se casaram pela conservatória.
Os familiares tentaram amiudadas vezes convencer a jovem para voltar à normalidade, inclusive com os responsável da seita, mas estes, por sua vez, alegaram que a mesma era mais feliz ao lado da Igreja do que dos familiares.
"Durante as conversas, notamos que a minha filha falava coisa por coisa parecendo uma pessoa anormal", disse, salientando que tiveram de retirá-la à força, apesar da resistência dela.
Diante da situação, foi levada à uma casa de tratamento tradicional, mas o tratamento não era satisfatório, já que era à base de rituais que implicavam o uso da violência.
"Então, levamo-la para o Hospital Psiquiátrico de Luanda", informou o pai. No Hospital, a engenheira na condição de paciente, recebeu os primeiros cuidados de saúde mental e teve acompanhamento de uma psicóloga durante uma semana.
Acontece que, enquanto o pessoal se distraiu, no sábado, 17, a jovem desapareceu da família. Os familiares acreditam que a mesma esteja escondida no interior da referida casa de oração.
"Já fomos ao Serviço de Investigação Criminal em Viana, mas sem resultado satisfatório", referiu o pai que disse ainda ter escrito, ao "Digno Magistrado da PGR, junto do SIC, para nos ajudar a saber da legitimidade daquela casa de oração, e ajudar a resgatar a filha, mas até agora não obteve resposta.
Os progenitores apelam as instituições de direito, sobretudo o departamento da Cultura em Viana, no sentido de ajudar a determinar a legalidade da referida Igreja que, em vez de conciliar famílias, desagrega.







