Taxistas do Malueca dizem-se cansados com extorsão praticada por agentes da Polícia
Os taxistas e moto-taxistas que exercem as suas actividades no bairro Malueca, passando pela zona da Pólvora, denunciam a excessiva presença de agentes da ordem pública que pouco fazem para travar a delinquência, mas fazem tudo e mais alguma coisa para extorquir dinheiro por cada viagem.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
As vítimas falam também da apreensão indevida de documentos que, muitas das vezes, acabam por se perder nas mãos dos agentes que, nesses casos, exigem muito mais dinheiro aos taxistas e moto-taxistas
Segundo Matias Manzambe, os gastos diários são avultados, porque ainda têm de comprar combustível. Pior ainda, acrescenta, os comandantes das esquadras policiais dos bairros do Bom Pastor e da Pólvora, de onde provêm os agentes, sabem dessa "triste realidade".
"Eles não têm tempo a perder; a partir das 6 horas, já começam a pedir dinheiro no valor de 300 Kwanzas por viagem que o 'azul e branco' realiza", revelou, sublinhando que o taxista tem compromisso com o patrão e não com a polícia.
Para João Bala, outro taxista disse os efectivos que "pressionam" mais são os que ficam na rua direita da Esquadra do Pólvora, estrada da Escola da lata e em defronte a praça do João Boss. "Ficam atrapalhados como se nunca tivessem visto dinheiro", acusou.
Diante das denúncias, uma equipa deste jornal deslocou-se, na tarde de segunda-feira, 3, às zonas então referenciadas e flagrou, por volta das 14 horas, na rua da Esquadra do Pólvora, vários agentes da Polícia a extorquirem os taxistas e moto-taxistas, acompanhados de uma viatura de patrulhamento, que se encontrava escondida, com a matricula LD- 85-14-HZ, afecta ao Comando Municipal de Cacuaco. Já por volta das 17 horas, esteve na rua da Escola Geremias, onde flagrou dois agentes acompanhados de uma motorizada policial com a matrícula LD-81-46- GB, em frente a praça do João Boss, recebendo dinheiro a qualquer dos taxistas ou moto-taxistas que circulasse na zona.







