Ilegal desde 2021- Estudantes temem perder anos lectivos no Instituto Médio de Saúde afecto a Cruz Vermelha
Os estudantes da Escola Técnica Média de Saúde afecta à Cruz Vermelha de Angola (CVA), localizada na Vila de Viana, em Luanda, sentem-se injustiçados e ameaçam abandonar a instituição pelo facto de, até hoje, não estar legalizada.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com estudantes, só no dia 03 de Maio do ano em curso é que se aperceberem que o Colégio não está legalizado.
Aperceberam-se da ilegalidade no momento em que se encontravam no Instituto Médio de Saúde de Luanda (IMSL), onde, por norma, os estudantes dos institutos privados de saúde reconhecidos fazem alguns exames.
“Fomos ao IMSL para fazer exame e, para o nosso espanto, obrigaram-nos a usar uniformes de um outro colégio sem nos dizerem porquê”, começaram por explicar, acrescentando que só mais tarde alguns estudantes perceberam que aquele cenário estava a ocorrer pelo facto da Escola de Saúde afecta à Cruz Vermelha de Angola não estar legalizada.
Explicam que isso deixou tão aborrecidos os estudantes que, assim que regressaram ao colégio, procuraram unir-se, no mês passado, e manifestaram-se espontaneamente no exterior da escola para exigir uma explicação, deixando toda direcção da escola boquiaberta.
"Tão logo notaram a fúria dos estudantes, colocaram-se em fuga, recorrendo à uma Esquadra da Polícia que fica nos arredores para apaziguar os alunos", explicou um estudante.
“Assim que nos apercebemos da ilegalidade da escola, a única maneira foi manifestar-se, porque o nosso futuro está em jogo, nós não queremos regressar à 10ª Classe”, disse uma estudante da 12ª Classe a frequentar o curso de enfermagem.
Contam que a direcção da escola não queria ouvir ninguém e não se interessava com o que estava acontecer, foram mais longe acusando que só se preocupavam com o dinheiro das propinas.
Já o senhor João, que tem dois filhos a estudarem na mesma escola, lamentou a falha da Cruz Vermelha de Angola em permitir que tal situação acontecesse.
“Não é aceitável que uma instituição como a Cruz Vermelha, permita que no seu seio que haja uma tamanha ilegalidade.
O NA MIRA DO CRIME foi à escola no intuito de ouvir a versão da sua direcção tendo sido recebida pelo Sr. Filemon Menezes, que está a coordenar comissão de gestão do colégio, há três semanas, desde que antiga direcção foi exonerada por ser “incompetente”.
O responsável admitiu a este jornal que escola não está legalizada, mas tudo está a ser feito diante do Ministério da Saúde, através da direcção da Cruz Vermelha de Angola, que tutela o instituto, para a legalização do colégio.
Quanto o possível abandono dos estudantes, Menezes tranquilizou e afirmou que os encarregados já foram informados sobre os passos que estão a ser dados para legalizar a escola. "Ninguém vai sair do colégio para repetir a 10ª Classe numa outra instituição", garantiu.







