Em Luanda- Pai acusado de abandonar o filho que urina por meio de sondas
Um adolescente de 14 anos de idade que responde pelo nome Carlos Pereira Guilherme, morador no bairro da Vidrul, município de Cacuaco, vive uma situação difícil, ao ponto de urinar por via de sondas, até apresente data, tudo porque o pai não cumpre orientações do doutor, e nem sequer apoia o pequeno.
Por: Kihunga Bessa
Rosa Pereira Adão, mãe do pequeno Carlos, conta que o filho nasceu bem saudável, mas aos seus 7 anos começou a queixar-se de fortes dores dos rins que se estendia por todo baixo-ventre.
Vendo a situação a alastrar -se, dirigiram-se, primeiro, ao tratamento tradicional que não resultou em nada. Pelo contrário, as dores foram cada vez mais aumentando.
Um anos depois, a situação ficou mais difícil ainda que obrigou o casal levar o filho ao hospital Américo Boavida, onde depois de ser diagnosticado, o Doutor pediu que fosse ao bloco operatório, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica.
Lhe foi retirada uma pedra que se assemelha a um ovo e lhe foi introduzida uma sonda para urinar e, assim, aliviar as dores.
Depois, acrescentou, em da data estabelecida, o casal voltou ao referido hospital para que retirassem a sonda. Mas, nas consultas marcadas, voltou a se detectar a mesma situação, e teve que passar por outra cirurgia através da qual se retirou mais uma pedra, e lhes foi dado mais dois anos para a resolução do problema.
Já em 2022, altura da terceira intervenção, o casal ainda foi junto, mas o certo é que, segundo conta a mãe do pequeno, todas vezes que lá foram Guilherme Armando Chiwawa, pai de Carlos nunca teve a oportunidade de acompanhar nenhuma das cirurgias porque abandonava a família.
Carlos vive com muitas dificuldades que carece de apoio financeiro. Segundo a mãe, o pequeno diariamente usa descartável, pelo menos duas vezes por causa da urina, para além de outra medicação e alimentação, mas o pai nem se quer imaginar.
Uma vez que a mãe se encontra doente, desde 2022, o pequeno têm ido sozinho ao hospital para trocar a algália.
Mas o médico que o acompanha pede a presença dos pais para dar algumas orientações. "Estou cansado de andar assim; quero já voltar a urinar bem ", rogou o menino.
O pai é taxista e vive no município de Cacuaco, mas de tanto ser chateado de assumir o filho, decidiu mudar de casa que já ninguém conhece.







