Motoristas da Cidrália (já) circulam com alguma paz na rota do Paraíso
Os motoristas dos autocarros "Cidrália", que frequentam a rota do Paraíso, no município de Cacuaco, já trabalham em paz, depois de um período de muitas ameaças por parte dos motoqueiros
Por: Kihunga Bessa
Desde 14 de Abril que foi inaugurada a rota de autocarros naquela zona, já se passaram três meses a efectuar o transporte de passageiros entre o Paraíso e Cacuaco.
Na quinta-feira da semana passada, o Na Mira do Crime realizou uma visita a uma das paragens da referida rota para saber como andam as coisas entre motoristas dos autocarros e motoqueiros, uma vez que estes ameaçavam a integridade física daqueles.
Numa conversa com um dos motoristas que pediu anonimato, o entrevistado conta que agora já se sentem mais à vontade e que trabalham até 20 às horas sem nenhum problema, referindo que o bairro Paraíso não é o que muitos dizem.
Bráulio Gouveia (nome fictício), explica que quando foi escalado para trabalhar naquela rota sentiu-se como se estivessem a castigá-lo para que desistisse do serviço.
"Quando me escolheram para vir trabalhar nesta via, no mesmo dia não dormi por causa dos pensamentos", revelou. Mas hoje, disse, ele e os colegas já se sentem mais à vontade e prefere continuar na mesma rota.
De seguida, a nossa reportagem ouviu também um passageiro, Matondo Katumua, morador do bairro da Cerâmica, que agradece a boa iniciativa do governador de Luanda, Manuel Homem, pela coragem que teve de colocar naquela via os autocarros, e promete que vão ajudar os motoristas no que for necessário para que os mesmos permaneçam.
Contudo, há um senão, denunciado pelos utentes sobre a prática de introduzir passageiros pelas portas de trás para obterem benefícios extras. Posteriormente, da zona da Cerâmica partimos para a vila de Cacuaco, ao encontro do despachante dos autocarros, Kande Evaristo da Silva, que também aproveitou a nossa presença para explicar que já trabalhou em outras vias, mas sente-se feliz em estar na via de Cacuaco ao Paraíso, que tem um fluxo de passageiros que supera as expectativas, esperando que os beneficiários continuem com o mesmo comportamento, para que continuem a beneficiar de outros projectos do Estado.







