NOTA POSITIVA: Polícia de Trânsito cerra fileiras no combate contra a sinistralidade rodoviária no país
Num momento particularmente delicado em termos de sinistralidade rodoviária, com as estatísticas a descrever um número assustador de vítimas mortais, por consequência dos acidentes, atropelamentos, despistes, choques entre veículos, contra obstáculos fixos, entre outros, a Polícia de Trânsito, principalmente na capital do país, Luanda, está nas ruas a “todo vapor”, para tentar mudar o quadro macabro. Pela decisão e firmeza com que está a cumprir a missão, merece esta Nota Positiva.
Por: Na Mira do Crime
Sempre se disse que, em Angola, a sinistralidade rodoviária era a segunda causa de morte humana depois da malária. Actualmente, o quadro inverteu-se e a sinistralidade rodoviária passou a ocupar a posição principal.
É assustador o número de acidentes nas estradas do país todos os dias, com destaque para a província de Luanda. Angola regista a média diária de 10 mortes em cerca de 20 acidentes por dia.
As autoridades pretendem reduzir a sinistralidade rodoviária em 50% até 2027.
No ano passado, 2022, houve um registo de 2.999 mortes e mais de 15.000 feridos de um total de 13.000 acidentes de viação.
Neste sentido, foi aprovado o Plano Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária 2023-2027, que tem 29 objectivos operacionais e 146 acções-chave, a serem executadas por diferentes departamentos ministeriais, entre as quais reduzir a sinistralidade rodoviária em 50% até 2027, colocar Angola no ‘ranking’ dos 10 países de África com a menor taxa de sinistralidade rodoviária e entre os cinco países com baixa taxa de mortalidade a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Com a aprovação deste instrumento, o executivo pretende melhorar o processo de formação de condutores de veículos, desenvolver uma cultura de educação rodoviária, garantir uma gestão eficiente e aumentar os níveis de segurança das infra-estruturas, dos veículos, dos utentes das vias, assim como aperfeiçoar e expandir os serviços de socorro e assistência às vítimas de acidentes.
A Polícia está a implantar radares ao longo das principais vias rodoviárias de Angola, com vista a controlar o excesso de velocidade e diminuir o índice de sinistralidade rodoviária que se tem verificado nas estradas, ceifando vidas humanas e incapacitando cidadãos.
A campanha visa igualmente contribuir para chamar a razão e a consciência daqueles que de forma irresponsável praticam a condução sem noção das suas consequências.
Uma das causas que muito contribui para o grande número de acidentes de viação, entre o mau estado de muitas vias, a falta de sinalização adequada, ausência de sinais de trânsito, linhas e traçados nos pavimentos, é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas por parte dos condutores, incluindo aqueles que transportam vidas humanas.
Neste sentido, Luanda, a par de outras grandes urbes angolanas, destaca-se no quesito da condução em estado de embriaguez.
A par dos radares e outros meios técnicos que a Polícia de Trânsito está a usar nas suas operações, estão também os bafómetros, para testar o grau de álcool ingerido pelo condutor de determinado veículo.
Para não dar margens a prevaricações, actualmente a tolerância é zero. Ou seja, o condutor que tiver ingerido um mínimo de bebida alcoólica que seja e for autuado pelo bafómetro, sofre as consequências da lei, pesa embora, em alguns círculos, tem se criticado o legislador, uma vez que, noutras latitudes e até é aconselhado por médicos, um copo de vinho ou uma ‘cervejita’ não faz mal a ninguém.
Muita gente, a este propósito, não ficou muito satisfeita alegando que “tem que haver sim uma pequena margem”, como ingerir um copo de vinho ou uma cerveja à refeição, havendo ainda quem alega “receita médica” para ingerir uma certa dose de vinho por dia.
Contudo, na opinião de muitos cidadãos, tem que haver dureza e não se dar espaço, porque sabe-se que, algumas pessoas irresponsáveis, quando se lhes “dá a mão, querem logo o braço todo”.
Quem quiser beber não conduza e, no caso de querer divertir-se ou ir a algum evento festivo, consumindo álcool a seu bel-prazer, que se faça acompanhar por um abstémio, alguém que não consome bebidas alcoólicas, para depois levar a viatura.
Muitas são as opiniões a respeito, mas na verdade, o trabalho que está a ser levado a cabo pela Polícia de Trânsito, mais presente na via pública, é bastante positivo.
Aos agentes que estão habituados à “gasosa” ou “saldo”, pede-se que também se abstenham do seu “vício” e trabalhem de acordo com o objectivo da campanha, para não estragar todo um esforço do colectivo, é o país que ganha e preserva-se o bem vida.
Há que evitar a todo custo o actual quadro dramático da sinistralidade rodoviária espelhado pela estatística.
A efectiva implementação de planos de prevenção de segurança rodoviária deve envolver toda sociedade, as Igrejas, instituições governamentais e organizações não governamentais e a sociedade no geral.
Os condutores nacionais têm que ser responsáveis enquanto conduzem nas estradas de Angola.
É preciso que os automobilistas tenham condução defensiva, tendo em atenção as normas do Código de Estrada, a inspecção dos veículos e o uso dos acessórios de segurança.
A Direcção de Viação e Transito (DNVT), apela à consciência de todos e incentiva a sensibilização e a comunicação dirigida ao público-alvo distinto, a todos os condutores e público em geral.
Neste processo, o reconhecimento do trabalho por parte do Na Mira do Crime recai, primeiro, ao Comissário-chefe Francisco Monteiro Ribas da Silva, delegado provincial do Ministério do Interior e comandante de Luanda da Polícia Nacional, e a seguir ao chefe de Departamento de Trânsito e Segurança Rodoviária de Luanda, Superintendente-chefe Simão Saulo assim como todo pessoal de Trânsito da cidade de Luanda.
Angola precisa de diminuir a taxa de mortalidade e de incapacitação nas suas estradas. A DNVT e a Polícia de Trânsito merecem os nossos aplausos. Todos devemos colaborar!







