Família do jovem apedrejado até à morte no Cazenga clama por justiça
A família do Jovem Pinto Caiado, de 19 anos de idade, residente na rua da Lili, bairro Augusto Ngangula, município do Cazenga, apedrejado até à morte por membros de um grupo rival na sexta-feira, 28, pedem que se faça justiça contra os homicidas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Em entrevista exclusiva ao Na Mira do Crime, Pinto António, tio da vítima, afirmou que o sobrinho fazia parte de uma gangue, e no dia da morte despediu os pais alegando que ia para uma festa.
"Ele saiu com um amigo e disse que ia para uma festa, afinal foi juntar-se com os amigos para uma luta”, contou.
De acordo com o familiar, o sobrinho seguia numa motorizada com mais outros três elementos, e ao passarem na rua de um grupo rival, foi puxado e agredido com pedras até à morte.
“Foi triste o que vimos, já perdemos o nosso filho, tudo que pedimos é que se faça justiça”.
Moradores da zona, aproveitaram a presença do Na Mira do Crime no local para apelar as autoridades a levar em conta o nível de delinquência que se observa naquele espaço, principalmente 7ª Avenida e na Sonefe.
"As lutas de grupos aqui são constantes, eles usam tudo que fere ou mata durante as batalhas, gostam de catanas, garrafas e por vezes armas de fogo, já apelamos várias vezes às autoridades, o problema é que muitos deles são levados e voltam no mesmo dia", denunciaram.
O NA MIRA DO CRIME sabe que os grupos que mais actuam naquela parceira do território do Cazenga são os “Água água”, “GB”, “REBELIÃO”, “OS K”, “OS CHOMONAS e os “OS WOWO”.
Estes grupos travam uma batalha campal entre si, para além das rixas, cometem crimes de assaltos em residências e na via pública.
"Eles agora criam alianças, o grupo “Água água” pilha o “GB” e os CHOMANAS, fazem e desfazem, quando estão em luta todos os moradores trancam as casas, porque eles batem nas portas e aproveitam entrar em residências para roubar as coisas", denunciaram.
Moto-taxistas que fazem o serviço na 7ª Avenida, declaram que os bandidos ficam nas paragens para exigir de dinheiro, caso contrário o motoqueiro pode ser agredido ou até mesmo perder o meio rolante.
"Os meliantes ficam aqui na entrada da 7ª avenida a cobrar cada viagem de passageiro que realizamos, não podemos dizer nada, porque eles são perigosos", lamentaram.







