Denúncias sobre a falta de especialistas no Hospital Geral de Luanda "são falsas", diz o Director
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até ao Hospital Geral de Luanda, a fim de constatar as denúncias e reclamações de que o estabelecimento hospitalar não tem fármacos e especialistas para atender a demanda. O director da referida unidade hospitalar, Francisco Adolfo Manuel Quinto, garantiu que o quadro actual é satisfatório.
Por : Solange Figueira
Em entrevista a este jornal, alguns pacientes disseram que, no passado, a situação já foi pior, mas hoje há melhorias assinaláveis. Sônia, paciente que tem o hábito de frequentar aquele hospital há vários anos, disse que até o ano passado, o atendimento era muito lento e que, muitas vezes, já chegou às 10 horas e só foi atendida as 21, mas hoje tudo mudou, o atendimento é rápido e eficaz.
Já Maria, paciente de ortopedia, disse que na semana passada, o hospital não tinha materiais como luvas, gases e adesivos; pelo que tiveram de comprar nas farmácias fora do hospital, mas, esta semana, o hospital superou o problema.
Fomos até à farmácia do hospital geral e constatamos o fluxo de pacientes a serem bem atendidos e as prateleiras recheadas de medicamentos. "Temos todos os medicamentos e somos muitos a trabalhar por turnos, não estamos em falta de nada”, assegurou o farmacêutico Pascoal.
Encontramos grande enchente na área de ortopédica, onde o director do hospital, Francisco Adolfo Manuel Quinto, em entrevista, disse que, nesta semana, começou uma campanha interna de fisioterapia e que todos os médicos ortopedistas estão concentrados nos blocos operatórios a realizarem as segundas cirurgias aos pacientes internos que já estavam na fila de espera já há algum tempo. ”Estou aliviado com o seu trabalho investigativo, porque antes de entrares na minha sala já passou por todas as áreas do hospital e verificou a rapidez do nosso trabalho; livrou-me de mostrá-la de novo”, disse o Diretor Francisco, para quem a instituição está com um bom atendimento por causa das parcerias e que as enchentes da área ortopédica devem-se à demanda. "O hospital está a receber pacientes de toda parte do país", justificou.







