Produto expirado - Mais 10 mil caixas de sumo Frooti já repousam no aterro sanitário dos Munlevos
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da Direcção Central de Combate aos Crimes Económicos e contra a Saúde Pública, inutilizou nesta sexta-feira, 08, às 12 horas, no aterro sanitário dos Munlenvos, município de Viana, mais de 10 mil caixas de sumo de marca Frotti, recentemente apreendidas na unidade fabril denominada Future Group Industrial, SA, localizada no Distrito Urbano do Kikuxi, município de Viana.
Por: Kiamukula Kanuma
Manuel Halaiwa, Superintendente-Chefe de Investigação e porta voz do SIC-Geral, disse ser um trabalho "que se encerra agora com a destruição deste produto pelo método de enterro e esmagamento".
O SIC, acrescentou, numa coordenação operativa com a Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), em sede das denúncias que circularam nas redes sociais, dando conta da adulteração das datas de validade dos sumos da marca Frooti, desencadearam operações que culminaram com a comprovação da informação. Na sequência, foi feita a apreensão de um lote de 10.954 (10 mil novecentos e cinquenta e quatro) caixas de sumos.
"Cumprindo a orientação do Magistrado do Ministério Público, que preside a instrução do processo, estamos a cumprir agora a inutilização do produto. O processo está em instrução e vai continuar, para se apurar todos os elementos necessários para a descoberta da verdade material", disse.
Alertou os cidadãos no sentido de terem a cultura da denúncia, sobretudo quando se tratar de produtos alimentares. "É a segurança de todos nós que está em causa; qualquer um de nós está sujeito a isso: num restaurante, cantina ou no mercado consumir produtos impróprios.
Adérito Mendes, porta-voz da ANIESA, disse ser “procedimento de inutilização sempre que as Autoridades Inspectivas se depararem com produtos impróprios para o consumo humano".
Patenteou que os sumos da fábrica Frotti Group Industrial, SA com os sabores de maçã, laranja e misturas de frutas, já não servem para o consumo humano.
Carlos Alves, o português detido alegadamente por comercializar produtos com datas de validade vencida, e posto em liberdade a 22 de Agosto, mediante o pagamento de fiança de 315 mil kwanzas, em representação da fábrica, presenciou o acto de destruição e disse a este Jornal que se estava a cumprir um procedimento legal: "todo o produto identificado como inútil pelas autoridades, é destruído publicamente", asseverou.







