Outra vez no Kikolo - Polícia acusada de extorquir moto-taxistas aproveitando-se das medidas de ordenamento do trânsito
Os moto-taxistas que exercem a sua actividade do mercado do Kikolo para vários pontos do município de Cacuaco, acusam os agentes da polícia destacados na esquadra do mercado de estarem a fazer um aproveitamento das medidas do ordenamento do trânsito, extorquindo cidadãos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A denúncia vem dos moto-taxistas que dizem estar surpreendidos com a atitude da polícia, uma vez que informações que dispõem dão conta que, domingo, 10 do mês corrente, realizou-se um encontro de esclarecimento sobre as medidas de ordenamento do trânsito com os responsáveis das associações que tutelam as classes dos taxistas, moto-taxistas e camionistas.
Manuel, moto-taxista, disse que muitas medidas que o governo adopta visam dar mais liberdade à extorsão praticada pelos agentes da polícia corruptos, principalmente os dos municípios de Cacuaco, e Viana.
"Não entendemos se quem manda neste país é o Governo ou a polícia; somos obrigados a pagar dinheiro aos agentes, porque estamos a cumprir com o comunicado do governo provincial. O que sabemos é que fomos autorizados a voltar ao trabalho normal", reagiu, apontando Cacuaco e Viana como os municípios que mais estão a se aproveitar da lei".
As motorizadas de três rodas, vulgo Kupapatas, são as mais visadas pela polícia que chega a cobrar até 2 mil Kwanzas, uma vez apreendidas.
Dongala, que faz o percurso Shopping do Kikolo-mercado, apontou os pontos estratégicos, onde os agentes se posicionam à espera das presas, no caso, os Kupapatas.
"O dinheiro que eles pedem varia de motorizadas para motorizadas e também da carga que levam", descreveu, adiantando que os postos de cobranças ilícitas são a entrada do mercado do Kikolo (pela creche), paragem da Kianda, Verdinha (próximo aos armazéns dos chineses ao desvio da Cimangola).
Agastados, os moto-taxistas prometem manifestar-se defronte a esquadra do mercado do Kikolo para exigir do comandante explicações sobre a atitude dos agentes destacados naquela esquadra.
"Estamos cansados com isso, o Governo Provincial só veio atrapalhar o nosso trabalho, a lei diz outra coisa e a polícia faz outra coisa, temos que nos manifestar e não nos chamem de desordeiros", alertaram.







