Hospital Américo Boavida suspende equipa médica em serviço, médico negligente responde no SIC
Num comunicado de imprensa enviado ao Na Mira do Crime, a Direcção do Hospital Américo Boavida informa que, o jovem de 25 anos de idade que morreu na manhã desta terça-feira, 19, em frente ao portão do referido hospital, deu entrada na referida unidade, tendo sido atendido por um médico que não prestou qualquer assistência médica ou medicamentosa, como pediam os familiares que transportaram o jovem.
Por: Carla Nayara
Sem comunicar os demais colegas, o médico em serviço, já entregue ao Serviço de Investigação Criminal, orientou que o jovem regressasse a casa, conhecendo morte minutos depois.
Dada a gravidade do caso, diz a nota, o hospital suspendeu o médico em referência, assim como toda a equipa em serviço enquanto decorre o inquérito.
Oficializou a informação a Procuradoria Geral da República sobre a gravidade do caso, assim como a ordem dos médicos.
Recorde-se que na manhã desta terça-feira, um jovem, de 25 anos, perdeu a vida, tendo deixado a mãe desconsolada, depois de não ter sido atendido no Hospital Américo Boavida, em Luanda, por suposta falta de assistência médica e medicamentosa.
"Chegámos ao hospital às 4 horas, fomos até ao Banco de Urgência, mas mandaram-nos retirar porque disseram que esse paciente não podia ser atendido ali e que tínhamos que ir para o Josina Machel", começou por dizer ao Jornal de Angola, a mãe da vítima, João Fernando Soma.
"Deram-nos apenas uma cadeira de rodas para levar o meu filho até à porta do hospital e ali fomos deixados à sorte, mesmo eles sabendo que estávamos sem condições (viatura) para transportar o doente. Ao menos que nos dessem uma ambulância”, lamentou Cândida Domingos em lágrimas.
Em declarações ao JA o director geral do Hospital Américo Boavida, Mário Fernandes, explicou que a direcção tomou conhecimento da situação, apenas horas depois da tragédia, que considerou "gravíssima".
Acrescentou, ainda, desconhecer as reais motivações que levaram o médico que está em formação, desde 2019, e não faz parte daquela unidade a não prestar assistência ao paciente, mas sublinhou que tudo está a ser feito para que se saiba mais sobre o ocorrido.
"Temos informações que o paciente estava aparentemente em estado grave e que não foram cumpridos os procedimentos normais no nosso Banco de Urgência, que seria o processo de triagem, avaliação do estado de gravidade do paciente e prosseguir com tratamento, ou seja os primeiros socorros”, explicou.







