Trabalhadores do “ARREIOU” denunciam "escravidão" na rede de supermercados da Refriango
Trabalhadores da Rede de Supermercados ARREIOU, grupo retalhista da Refriango, clamam por ajuda de inspectores sérios afectos à Inspecção do Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), em visitas inspectivas, para colocarem um ponto final na "escravidão" a que são sujeitos.
Por: Na Mira do Crime
Este Jornal tem recebido denúncias/reclamações de trabalhadores dessa rede de supermercados, clamando consideração dos seus patrões e fim no que literalmente consideram escravidão.
Eles apontam o "Chefe Bruno", cidadão expatriado e Tiago, seu adjunto, que os tratam sem maneiras e de forma desprezível, obrigando-os a serem uma espécie de "faz-tudo" nas 08 lojas do Distrito do Zango.
Em anonimato, receando represálias, foram unânimes em fazerem tais denúncias. "Trabalho há três anos na rede de Supermercados ARREIOU, mas devo dizer que, sinceramente, vivemos uma vida de escravidão, porque somos obrigados a fazer tudo, desde descarregar paletas de produtos, arrumar nas prateleiras, fazer o pão, servir açucar, arroz, fuba, trabalhar no caixa e fazer a limpeza duas vezes ao dia”, ilustrou um funcionário.
Nesta loja, acrescentou, somos apenas cinco trabalhadores efectivos e igual número de eventuais, sendo que os efectivos entram às 06 horas e largam as 17h10.
Para eles, é muita carga horária, já que os eventuais estão enquadrados em turnos de quatro em quatro horas no papel, mas, na verdade, fazem 06 horas a mais sem o pagamento de horas extras.
Os funcionários são obrigados a fazer uma contribuição de 200 Kwanzas por dia para pagarem o homem da moto de três rodas que deita o lixo. Quem não o fizer é logo conotado e recebe ameaças de despedimento.
Relatam que os salários estão na ordem dos Kz 60 a 70 mil Kwanzas, de acordo com a função.
A direcção retirou a empresa de segurança de todas as lojas, aumentado o perigo de assaltos.
"Veja que somamos diariamente três a quatro milhões e podemos ser surpreendidos por assaltantes e, na reacção, podemos perder a vida", preveniu outro funcionário.
Como se não bastasse, desfizeram o contrato com a empresa Elisal que recolhia o grosso do lixo, agora carrega-se numa viatura a mesma que traz os produtos.
"Temos ainda problemas de ventilação, no ARREIOU do Zango IV, na rua da Sagres, o sistema de ar condicionado não funciona há três meses, apesar de albergar uma padaria. Os problemas somam e seguem-se. As funcionárias do caixa que são obrigadas a trabalhar de pé. E porque não há um mal que vem só, "já tivemos um desmaio de uma colega grávida, mas a direcção não se importou com isso; os despedimentos são anárquicos.
Outra mal que afecta os funcionários de quase todas as lojas ARREIOU, é a falta de casas de banho, tanto para os funcionários como para os clientes, por isso alertam as autoridades que coloquem mão na situação.







