ATENÇÂO: Girafas do Kikuxi abastecem camiões cisterna com água imprópria para o consumo humano
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e a direcção comercial da Empresa Pública de Águas de Luanda, E.P (EPAL) encerraram, no Sábado, 14, no distrito urbano do Kikuxi, município de Viana, duas girafas de quatro bocas (saídas), que comercializavam água em camiões cisterna (para consumo humano), sem observar os requisitos necessários exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por: Kiamukula Kanuma
A empresa JejeAngola representada por um cidadão chinês e a empresa Mcinsa, de João Salvador, General do Exército angolano, são as duas apontadas como prevaricadoras.
Hélder Tonas, director de distribuição de redes da Empresa Pública de Águas (EPAL), em declarações ao Na Mira do Crime, explicou que a operação conjunta tem como objectivo desmantelar empresas que fazem a venda ilegal de água potável.
“Estas unidades solicitaram a canalização a EPAL para fins agrícolas, mas acabaram por desenvolver unidade de tratamento de água e têm estado a praticar a venda do produto”, disse.
“A água que aqui é comercializada não é apropriada para o consumo humano, são unidades que não possuem laboratórios autorizados e certificados, esta água não apresenta qualidade permitida, está sem qualquer regulamentação daquilo que são as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, alertou.
Tonas disse ainda que as referidas empresas, usam processos de tratamento abaixo da média.
“São muito básicos, eles usam o cal, sulfato de alumínio e a lixívia, nós EPAL consideramos que este não é o critério normal e adequado, eles fazem tudo de forma artificial, isto é reprovável”, condenou.
“A licença para o tratamento de água para o consumo humano requer outros padrões, e as solicitações devem ser bem direccionadas. Este é um canal de água bruta, construído para fins agrícolas e outras actividades domésticas”, disse.
Durante a operação, oito cidadãos acabaram detidos em flagrante delito, entre estes quatro como condutores (motoristas) uma proprietária e três representantes cujos patrões encontravam-se ausentes.
Foram ainda apreendidos vários meios como: bombas submersívas e todo o material utilizado para o suposto tratamento da água.







