Corrupção à parte - Morgue do Hospital Geral de Luanda funciona como pode
À redacção deste jornal chegou uma denúncia anónima, alegando actos de corrupção no acesso aos cadáveres e no seu tratamento na Morgue do Hospital Geral. No terreno, o Na Mira do Crime constatou um processo normal de funcionamento, apesar de alguns transtornos causados pelas obras em curso.
Por: Isaías do Anjo
Às 05 horas e 45 minutos, de quinta-feira, 26 de Outubro, a equipa de reportagem do NMC fez-se presente no Hospital Geral de Luanda, para constatar as alegações da denúncia.
Os familiares daqueles que passaram para outra dimensão da vida, não aplaudem o funcionamento da morgue, mas também não a crucificam.
No geral, não houve qualquer depoimento que ferisse o bom nome do Hospital ou que colocasse em causa o normal atendimento.
Depois de ouvir os maqueiros, a indicação que tivemos é de que tudo tem seguido os seus carris.
Eles informaram que a morgue está a ser alvo de obras de reabilitação, pelo que quando houver óbito, o corpo é levado à morgue, onde fica durante 24 horas e depois é transferido para a morgue central, adjacente ao Hospital Maria Pia.
Um dos maqueiros confessou que alguns utentes tentam suborná-los para que o corpo do seu ente-querido não seja transferido para outra unidade hospitalar.
No entanto, casos de género têm sido denunciados à Direcção da aludida morgue.
Segundo o director administrativo do Hospital Geral de Luanda, Tesouro Tiago, neste momento, o depósito de cadáveres é gratuito.
"A morgue do hospital é transitária, não garante espaço suficiente para manter todos em tempo integral; por isso, há necessidade de transferir para outro centro hospitalar, neste caso o Maria Pia, concretamente na morgue central, enquanto decorrem as obras da morgue municipal", reiterou.
Para os utentes, as obras na morgue municipal estão a criar alguns transtornos, mas conformam-se com a situação.







