Mulher é espancada pelo marido e abandonada inconsciente num centro médico privado no Kicolo
Uma cidadã que responde pelo nome Luzia Tchambula, de 30 anos de idade, residente no bairro Boa Esperança Central, no Distrito Urbano do Kicolo, foi espancada pelo marido, identificado apenas por Laurindo, que chegou a abandoná-la num centro de saúde privado em estado crítico.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo a equipa em serviço do referido centro de saúde, a paciente deu entrada naquela unidade de saúde na noite de domingo, 05 de Novembro por volta das 19 horas, acompanhada pelo marido e alguns vizinhos.
No dia seguinte, isto é, na última segunda-feira, 06, o estado da senhora agravou, havendo necessidade de ser transferida para o hospital municipal de Cacuaco.
"Foi o marido e os vizinhos que a trouxeram aqui e sem nos aperceber abandonaram a paciente connosco, porque descobrimos que ele a agrediu. Então, ligamos para a esquadra policial da Boa Esperança Central", contou.
A nossa equipa de reportagem, após diligências, conseguiu localizar a casa da vítima e conversou com a sua irmã que adiantou que se apercebeu da situação por meio dos vizinhos.
"Eu ainda não vi a minha irmã, mas já estou a caminho para onde ela está internada; tomei conhecimento dos vizinhos que ela foi agredida pelo marido com socos e pontapés na bexiga, enquanto preparava o jantar, e ficou com a mão queimada com a água da panela que estava a ferver no fogareiro", descreveu, reiterando que não foi a primeira vez que o marido bate na irmã e a deixa inconsciente, por essa razão já esteve detido pelo mesmo crime.
"Ele é muito agressivo, até com os filhos, já chegou a bater muitas vezes na minha irmã mesmo em estado de gestação de três meses, esteve detido na esquadra do Kicolo, e em pouco tempo foi posto em liberdade", denunciou.
A responsável do centro de saúde, dona Emilia, garantiu ser do conhecimento da polícia, embora não tenham dado importância à situação até às últimas horas da tarde.
"A senhora não está em condições de permanecer aqui, já fizemos os primeiros socorros, só agora apareceu alguém que disse ser irmã; este é um problema grave porque o marido desapareceu e a polícia até a este momento não se interessou em aparecer, mas estamos a ver a viatura deles a passar mesmo ao nosso lado", disse, salientando que é uma grande responsabilidade que a polícia não pode descurar.







