Médica e duas enfermeiras agredidas no Hospital do Zango
Emanuel Gaspar, de 21 anos de idade, foi atropelado por uma viatura na tarde de segunda-feira, 06, em Viana, e foi evado as pressas a unidade hospitalar do Zango, onde acabou por ir a óbito.
Por: Kiamukula Kanuma
Por volta das 15horas e 30 minutos de segunda-feira, 06, deu entrada no hospital acima referenciado, o paciente, vítima de acidente de viação com o quadro grave, uma vez que sofreu múltiplas lesões, e teve uma fractura exposta do fémur esquerdo, fractura da bacia pélvica, com exposição dos testículos.
De acordo com o director clínico do hospital, Sebastião Sengue, tentaram estabilizar o paciente tão logo deu entrada, mas acabou em óbito.
“Quando preparávamos em reunião a equipa composta por médicos, polícias e psicólogo para comunicar os familiares, apercebemo-nos que os técnicos que assistiam o malogrado foram agredidos, neste caso duas técnicas de saúde desmaiaram por conta da agressão, e só conseguimos reanima-las às 22horas”, disse.
Uma médica em serviço, que também foi agredida, “saio em pânico e não queria mais trabalhar neste hospital”, lamentou.
“Apelamos a nossa população que não proceda desta forma, o profissional que estão agredir hoje é o mesmo que vai acudir amanhã, imagina o Zango sem hospital?”, questionou.
Quete Paulo, técnica de saúde, em exclusivo ao Na Mira do Crime, contou que, naquele dia, sete pessoas entre elas cinco senhoras e dois rapazes, romperem a porta do hospital e começaram a bater os profissionais de saúde.
“Partiram vidros, a minha colega desmaiou logo que ameaçaram nos matar, alegando que matamos o paciente”, recordou, salientando que, assim que conseguiu fugir, correu em direcção a farmácia, onde também queriam entrar à força.
“Eles ameaçavam a colega da farmácia, dizendo que se não abrisse a porta iam partir os vidros, desmaie, e só dei por mim às 22horas”.
“Temo pela minha vida, os familiares proferiram ameaças graves, avisaram que, enquanto uma das enfermeira não morrer, não vão descansar”, alertou.







