No Bengo: Adolescente morre depois de atingido por uma pedra
Um adolescente que respondia pelo nome Sabalo Pambala Domingos, carinhosamente tratado por Dilú, de 14 anos de idade, residente no bairro Kawango, município do Dande, província do Bengo, perdeu a vida na tarde do dia 15 do mês corrente, no interior do Hospital Provincial do Bengo, depois de ser atingido supostamente por uma pedra, lançada por um amigo, enquanto brincavam, próximo de um campo agrícola.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
De acordo com o irmão mais velho do malogrado, o incidente teve ocorrência no campo do PT 3, arredores do mesmo bairro, quando a vítima, em companhia de seus amigos, brincavam de arremessos de pedaços de argila, tendo sido foi atingido na região torácica.
"O que sabemos é que, o seu amigo íntimo, supostamente, terá arremessado um pedaço de argila e atingiu a parte do tórax, o que levou o Dilú a sentir-se mal, e ficou estatelado no chão e, mais tarde, pós -se de pé, urinou-se e voltou a cair, deitando espuma pela boca", contou.
Para o irmão, o incidente ainda parece um mistério para a família, uma vez que parece não ser argila, mas sim algo mais pesado; talvez uma pedra.
Disse o irmão que os meninos normalmente se deslocam àquele campo para a prática da mesma brincadeira e nunca se verificou coisa idêntica.
"Estamos admirados com a morte do nosso irmão, parece mistério, nos parece que não seja argila, mas sim uma pedra, estamos admirados", admitiu.
A família disse que o acusado era amigo íntimo e com ajuda dos outros, tudo fez para socorrer a vítima, mas o corpo clinico do Hospital Provincial do Bengo não prestou assistência imediata ao paciente tão logo chegou ao hospital.
"Os amigos, assim que o viram deitado no chão, levaram-no para o Hospital Provincial, ainda em vida, mas com fraca respiração. A equipa em serviço chegou a chamar os meninos de burros, não disponibilizou uma maca hospitalar, levou muito tempo a ser atendido", denunciaram, acrescentando que quando o médico tentou medir os sinais vitais, o Dilú já estava sem vida", lamentou.
Para o apoio do óbito, a família do amigo acusado de ter arremessado argila, contribuiu com 200 mil kwanzas e disponibilizou uma viatura para o funeral.
"Eles eram muito ligados e não temos nenhum ressentimento contra a família", confessou o irmão da vítima.
A nossa equipe deslocou-se ao Hospital provincial do Bengo, domingo, 19, para ouvir a direcção, mas nenhum membro se fazia presente, apenas o supervisor que adiantou não ter autorização para falar sobre o caso.
"Não posso fornecer nenhuma explicação sobre o caso, para não incorrer em erro", justificou.







